Público - 19 de AbrilToda a Informação Sobre o
Aluno Num Cartão Magnético
Experiência em funcionamento em 20 escolas de todo o país
Há cerca de um ano que em 20 escolas portuguesas um cartão magnético
permite aos alunos dispensar a utilização de dinheiro e aos pais saber
onde se encontram os filhos. O Sistema Integrado de Gestão de Escolas (SIGE)
pretende apoiar os conselhos executivos na gestão escolar e diminuir a
vulnerabilidade ao nível de segurança e gestão de informação, explica
Paulo Azevedo, da Micro I/O, empresa que associou alunos e professores do
departamento de Electrónica e de Telecomunicações da Universidade de
Aveiro.
Paulo Azevedo afirma que o SIGE há mais de um ano que funciona em 20
escolas dos ensinos básico e secundário do país e que outras tantas
aguardam a demonstração do sistema. Um simples cartão magnético permite
identificar a entrada e saída dos alunos da escola, validar o utilizador
através da comparação da sua imagem com a fotografia existente na base de
dados da escola, avisar os encarregados de educação de faltas dos
educandos e identificar a presença de professores na escola.
"Com este cartão, o aluno pode fazer compras na papelaria, bar e
cantina da escola, sem necessitar de andar com dinheiro, o que aumenta a
segurança", salienta Paulo Azevedo. Os encarregados de educação e os
próprios estudantes podem consultar, em casa, a partir do "website" da
escola, informação diversa, como as faltas, notas ou horários.
Um dos módulos que compõe o SIGE é o servidor SMS, responsável pela
emissão de mensagens escritas para telemóvel, as quais podem ser dirigidas
a uma única pessoa - por exemplo, avisar o encarregado de educação de que
o seu educando ainda não entrou na escola - ou a um grupo - uma turma.
O "kiosk", outro dos módulos, permite ao utilizador (aluno, professor
ou funcionário) consultar o seu saldo ou a sua conta corrente, a ementa
das refeições e a sua marcação. No caso de o aluno perder o cartão, este
será automaticamente substituído. Para o novo transita o saldo anterior e
todo o histórico.
Questionado sobre os custos que o SIGE implica para as escolas
aderentes, Paulo Azevedo apenas diz que "não ultrapassam poucas centenas
de contos". Para os pais, o cartão tem custo zero. A escola EB 2,3 de
Aradas, em Aveiro, foi a pioneira neste tipo de sistema.
Ontem, um outro sistema, desenvolvido pela Universidade Católica, foi
apresentado em Lisboa. Trata-se do Prodesis, um programa informático que
permite, entre outras coisas, que os pais recebam no telemóvel informação
sobre as faltas e as notas dos filhos. Do projecto-piloto faziam já parte
20 estabelecimentos de ensino, do 1º ciclo ao secundário. Agora vão poder
aderir mais cem.
Lusa