APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas 

Comunicado

Sete anos na promoção da Família

Faz hoje sete anos que um pequeno grupo de pais de famílias numerosas oficializou o nascimento da APFN, após um período de maturação da ideia, em que foram traçados os princípios e objectivos a que esta associação se propôs.
 
Neste período de tempo, orgulhamo-nos de termos lançado os projectos Plano +famili@, Autarquias amigas da Família e, mais recentemente, Primavera APFN , indicando ao Governo o caminho que o País deverá seguir.
 
Apesar de alguns dos objectivos propostos já terem sido obtidos, de termos cada vez mais empresas e municípios a aderirem aos nossos objectivos e de, dentro de dias, atingirmos os 5000 sócios, este dia não é de festa.
 
Com efeito, vemos que o Governo continua cego e surdo relativamente aos cada vez piores indicadores do estado das famílias em Portugal e seus resultados, em clamoroso contraste com o que se passa na esmagadora maioria dos países europeus, e indiferente aos avisos de que somos alvo por parte da UE e da OCDE.
Pelo contrário, preferiu produzir um "Relatório de Sustentabilidade da Segurança Social" baseado em pressupostos totalmente falsos, como se isso viesse fazer com que o resultado verdadeiro viesse a ser alterado!
Pior: pela primeira vez em 22 anos, vivemos num país em que não existe Política de Família, desrespeitando o previsto no Art 67 da Constituição Portuguesa, o que irá fazer com que Portugal venha a ter que passar pela enorme vergonha nos próximos dias 16 e 17 de Maio em que, sendo anfitrião do encontro dos Ministros da Família da UE, nem sequer um Director-Geral da Família tenha para apresentar...
 
Neste dia, a APFN renova o seu compromisso, assumido publicamente há sete anos, de lutar com cada vez mais força pelas famílias portuguesas, para que sejam reconhecidas na prática como as células base da sociedade como de facto são, para que os casais possam ter os filhos que desejam sem serem penalizados por isso, que possam assumir oficial e publicamente o seu compromisso, casando-se, sem que sejam fiscalmente punidos, que lhes seja reconhecido o direito de, em liberdade, escolherem o projecto educativo por eles julgado mais adequado para os seus filhos, entre outros.
 
A APFN não obteve sozinha os já bem visíveis resultados.
Tal seria impossível sem a crescente colaboração e envolvimento de tanta gente que, vivendo o mesmo espírito que nos anima, tem ajudado a espalhar a mensagem e a concretizá-la na prática.
Como tal, os nossos agradecimentos a todos quantos têm colaborado com o seu empenho e entusiasmo, designadamente associações nossas amigas, autarcas e empresas.
Permitam-nos que, de forma particular, agradeçamos aos profissionais da comunicação social (imprensa, rádio e televisão), que tanto nos têm acarinhado. Sem a sua prestimosa colaboração, ter-nos-ia sido bem difícil chegarmos a tanto lado! 
 
Neste dia, renovamos o nosso apelo ao Governo para que acorde!
Durante esta legislatura, nascerão, ou não, as crianças que, dentro de cerca de 20 anos estarão a entrar no mercado laboral.
É este Governo que decidirá se as péssimas projecções demográficas para 2025 se concretizarão, piorarão ou melhorarão.
É este Governo que decidirá se a incidência de comportamento de risco e desviante entre crianças e jovens irá, ou não, continuar a aumentar!
Tudo dependerá, apenas, da Política de Família que adoptar, como irá ouvir, se destapar os ouvidos, no encontro de Ministros da Família europeus!
 

22 de Abril de 2006

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas  

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Para saber mais:

 
Se tem 3 ou mais filhos, concorda com os nossos Princípios e Estatutos e deseja ser sócio,  
 

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