Comunicado

Guarda adere à Tarifa Familiar da Água

A APFN saúda a Câmara Municipal da Guarda por ter aderido à Tarifa Familiar da Água, para além do proposto pela APFN (http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno 7a4.PDF), despenalizando as famílias numerosas deste Concelho no pagamento deste bem de primeiríssima necessidade, penalização a que as famílias numerosas estão ainda sujeitas em vários municípios.

A APFN espera que este exemplo seja, em breve, seguido pela totalidade dos municípios, assim como a adopção de outras medidas que tem defendido, como é o caso do  Cartão Municipal de Família Numerosa, já existente em Vila Real, Coimbra e Tavira, uma vez que se trata de contributos concretos e eficazes para o combate à cada vez maior crise demográfica e instabilidade familiar.

A APFN lamenta que o poder central (Governo e Parlamento) continuem alheios aos verdadeiros problemas das famílias portuguesas com filhos, em pleno contraste com os autarcas, razão pela qual os portugueses cada vez mais ignoram a sua existência, como ficou bem claro na simples fotografia que o Presidente da República se limitou a mostrar hoje no Parlamento.

Essa fotografia mostra o total e absoluto divórcio entre uma classe política que vive na estratosfera rodeado pela sua corte de aduladores, e que apenas aparece junto das pessoas por altura do carnaval eleitoral, não para as escutar, mas para pedir o seu voto em troca de aventais, bandeirinhas e esferográficas, e as famílias portuguesas. Uma vez eleitos, as promessas eleitorais vão para o sótão, juntamente com o resto das bandeirinhas e restante material de propaganda.

Não são os portugueses que têm que se aproximar dos políticos. É precisamente o contrário!

Situação oposta, felizmente, ocorre nas autarquias, através da chamada "política de proximidade", em que os políticos, a esmagadora maioria dos quais "amadores", procuram dar satisfação às ansiedades e dificuldades das populações, razão pela qual é bem conhecido o facto de as pessoas votarem em A ou B independentemente da sua cor partidária. Bom seria que o mesmo ocorresse nas eleições nacionais, em que cada votante soubesse quem é, de facto, o seu representante, e este, de facto, representasse os que nele votaram. Ora, o elevado nível de abstencionismo apenas mostra que uma boa parte dos eleitores não se sente representada por ninguém, estando pronta a aclamar qualquer D. Sebastião!

Por o poder político nacional se manter alheio aos cada vez piores indicadores do estado das famílias, legislando no sentido de ainda mais o agravar, ao contrário das autarquias, a APFN reforçou os seus meios de comunicação com estas e, dentro de menos de um mês, irá anunciar os resultados já obtidos.

22 de Abril de 2008

 

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