O Ministério das Finanças
reafirmou hoje a intenção de reduzir os impostos
sobre as pessoas com rendimentos mais baixos,
nos próximos dois anos, através de ajustamentos
nos descontos e nos escalões dos contribuintes.
Fonte do Ministério das
Finanças e da Administração Pública disse à
agência Lusa que, "como afirmou o ministro das
Finanças, tudo se fará para racionalizar e
reduzir ou eliminar algumas deduções à colecta
por forma a permitir, ainda que gradualmente, um
ajuste dos escalões - que não das taxas - que
oneram excessivamente rendimentos baixos e
médios".
No Programa do Governo,
entregue a 23 de Julho na Assembleia da
República, o Executivo liderado por Pedro
Santana Lopes compromete- se a rever o Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS),
através de ajustamentos nas deduções fiscais e
dos escalões dos contribuintes.
O objectivo enunciado pelo
titular das Finanças, António Bagão Félix, é uma
reforma do IRS que "torne mais justas e
racionais" as deduções fiscais e que privilegie
"a vertente familiar", mas "sem prejuízo da
disciplina orçamental".
A mesma fonte negou, também,
que se prepare um "enorme aumento de
transferências de fundos públicos para as
regiões autónomas e para as autarquias",
sublinhando que é necessário "o empenho
solidário de todos os sectores das
administrações públicas, sem excepção", para
prosseguir o objectivo de consolidação das
contas públicas.
No debate sobre o Programa do
Governo, a 27 de Julho, o primeiro-ministro,
Pedro Santana Lopes, considerou "um ponto de
honra do Governo" obter um défice de 2,8 por
cento do PIB este ano, abaixo dos 3 por cento a
que obriga o Pacto de Estabilidade da União
Europeia.