Ecclesia - 6 de Favereiro

A crise da família exige novas respostas pastorais
Reunião dos Bispos do centro.

Luís Pedro de Sousa 

“A família actualmente vive uma crise provocada por um ambiente geral, leis fiscais que não a apoiam, falta de valores e um vazio ético”, Considerou D. António Monteiro, Bispo de Viseu.
Em declarações à Agência ECCLESIA, a propósito da reunião de Bispos do centro do pais, o prelado considerou que a “família é uma célula base da sociedade e da Igreja” e que neste momento está a viver uma “situação que se manifesta cada vez mais séria com divórcios, casamentos pelo civil, uniões de facto, propostas de casamentos homossexuais... há uma crise de mentalidade”.
Por outro lado e relativamente ao recente debate da sociedade sobre as “salas de chuto”, os bispos consideraram que “os jovens não cairiam na rede da droga se estivessem felizes, com uma família que os acolha e promova o diálogo”. No entanto, esta não é a realidade das famílias portuguesas. “Há uma grande pressão e tensão social que leva o governo a facilitar o que não é correcto... não se deve dar veneno a um doente, deve-se é curá-lo! De outra forma não se vai à raiz do problema!”, considerou D. António Monteiro.
Na reunião que decorreu no dia 5 de Fevereiro, em Viseu, estiveram presentes 6 bispos, que se fizeram acompanhar pelos respectivos padres responsáveis pela Pastoral Familiar, tema que dominou este encontro.
Bispos e padres analisaram a situação familiar e estudaram as raízes desta crise, que exige um repensar da pastoral da família. Segundo o bispo de Viseu, “é preciso prepara as pessoas para um novo tipo de família”, por isso as dioceses do centro, vão avançar com um levantamento junto dos grupos de adultos e de preparação para o matrimónio, de forma a saber o porquê de casamento civis, o divórcio ou a redução do número de filhos. Na próxima reunião, que terá lugar em Albergaria a 12 de Março, será elaborado um programa concreto de acção. 
 

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