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Expresso - 16 de Fevereiro
Chuva de manifestos
Depois da Educação e da Economia vem a Família
DEPOIS dos manifestos sobre a Educação e a Economia, subscritos por
personalidades de vários quadrantes partidários, o EXPRESSO divulga o
«Manifesto Eleitoral das Famílias Portuguesas», que será apresentado na
próxima semana. O documento aponta 18 medidas, entre as quais se destacam
a criação de um Ministério ou Secretaria de Estado dedicado à execução da
política familiar e a atribuição de um subsídio aos pais que optem por
ficar com os filhos durante os primeiros três anos de vida. Estas ideias
foram já executadas, com sucesso, em vários países europeus.
Outras propostas são, por exemplo, uma revisão fiscal que favoreça as
famílias numerosas e a promoção de serviços auxiliares de apoio às mães
trabalhadoras e solteiras. Elaborado pela Confederação Nacional das
Associações de Família, o manifesto é subscrito por Teresa Costa Macedo,
Ernâni Lopes, Roberto Carneiro e Daniel Sampaio, entre outros.
Na terça-feira será a vez de um grupo de reitores e universitários
anunciarem, no CCB, o lançamento de uma plataforma de discussão política
via Internet, intitulada «Contributos para uma Governação Socialista».
João Ferreira de Almeida, presidente do ISCTE, António Romão, vice-reitor
da Universidade Técnica, Luís Moita, vice-reitor da UAL e Gomes Canotilho,
da Universidade de Direito de Coimbra, são alguns dos promotores do novo
«site», que se propõe reunir opiniões, nomeadamente sobre Educação, para
uma governação de esquerda.
Entretanto, o Presidente da República considera o «Manifesto para a
Educação» um contributo positivo, mas classifica o seu diagnóstico como «catastrofista»,
segundo disse ao EXPRESSO um assessor de Belém.
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