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Público - 8 Fev 04
Alguns Dados
- Nas provas de aferição de Matemática de 2002, apenas os alunos do 4º ano
conseguiram uma média nacional positiva: 63 por cento. O 6º ano registou o
pior resultado; os mais de 116 mil estudantes não foram além dos 33,5 por
cento. No 9º ano, correspondente ao final da escolaridade obrigatória, a
média foi superior (40,1 por cento), mas continuou negativa. Já em 2001,
as provas de aferição, que pretendem avaliar se os conhecimentos
essenciais estão a ser adquiridos no final de cada um dos três ciclos do
ensino básico, tinham revelado que os resultados pioram quando se compara
o desempenho dos alunos do 6º ano com os do 4º. E que a resolução de
problemas é uma das tarefas mais problemáticas. Na prova do 6º ano, nunca
mais de 40 por cento dos alunos conseguiram responder de forma totalmente
correcta nos problemas relacionados com a geometria, o cálculo ou a
estatística. Em 2000, ano em que apenas os meninos do 4º ano foram
submetidos aos testes, a média nacional foi de 52,8 por cento
- Ao contrário do que se verificou nos anos anteriores, em 2003 o exame
nacional de Matemática do 12º ano não foi o que registou a média mais
baixa. Tanto na 1ª fase como na 2ª, o último lugar foi ocupado pela
Física. Mesmo assim, os resultados permaneceram bem negativos. Na 1ª fase,
a média nacional foi de 7,7 valores (mais sete décimas do que em 2002); na
2ª, como é habitual, baixou e foi de 6,1 valores (nos dois anos
anteriores, a média não superou os 4 valores)
- Mais do que na leitura, é na literacia matemática e na literacia
científica que os alunos portugueses de 15 anos mais perdem na comparação
com os seus colegas da OCDE. Segundo os dados do último PISA (Programme
for International Student Assessment, 2000), numa lista de 27, apenas
cinco países (Polónia, Itália, Grécia, Luxemburgo e México) obtiveram
resultados tão fracos ou piores quanto Portugal
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