Portugal Diário -
20 Fev 07
A pequena bebé «milagre»
 |
|
A bebé
«milagre» -
Foto cedida
pelo
hospital
Baptist/EPA/Lusa
|
Amillia nasceu dia 24 de Outubro de 2006, com 24
centímetros e 283 gramas. É o primeiro bebé a
sobreviver depois de uma gravidez de menos de 23
semanas, mas médicos dizem que vai poder ter uma
vida igual a qualquer outra criança
Uma bebé prematura, que passou menos tempo no útero
do que qualquer outra criança, vai receber alta de
um hospital na Florida, nos próximos dias, noticia a
cadeia de televisão norte-americana ABC.
A bebé, Amillia Sonja Taylor,
media apenas 24 centímetros e pesava menos de 283
gramas quando nasceu às 21 semanas e seis dias, do
dia 24 de Outubro de 2006. Em regra as gravidezes
normais decorrem entre 37 e 40 semanas.
No início os médicos não estavam
muito optimistas, mas a bebé provou-lhes que estavam
errados. Os pediatras que cuidaram de Amillia dizem
que ela é o primeiro bebé a sobreviver depois de uma
gestação de menos de 23 semanas.
Antes do seu nascimento, apenas
sete bebés nasceram às 23 semanas, entre 1994 e
2003, revelam dados estatísticos do departamento
pediátrico da Universidade do Iowa.
Devido à prematuridade dos
órgãos, a bebé teve de lidar desde o nascimento com
problemas respiratórios, uma leve hemorragia
cerebral e algumas complicações digestivas, mas
nenhum destes problemas de saúde é tido como motivo
para desenvolver complicações futuras, dizem os
neonatologistas da ala pediátrica que salvou Amillia.
Prognóstico é positivo
Desde que nasceu Amillia passou
os dias numa incubadora a receber oxigénio e vai
continuar a receber uma pequena quantidade do mesmo
quando sair dos hospital, como forma de ajudar a
monitorizar a respiração.
A pequena bebé que veio ao mundo
com apenas algumas gramas pesa agora 2 quilos e mede
cerca de 66 centímetros.
Os médicos do Baptist Childrens Hospital,
onde a bebé esteve desde que nasceu, afirmam que,
apesar de ter nascido muito antes do tempo e lidado
com todas as questões provenientes da sua extrema
prematuridade, no futuro Amillia vai poder ter um
berço de tamanho normal, usufruir de hábitos
alimentares normais e viver como qualquer outra
criança.