Ecclesia - 16 de Janeiro

Rupturas culturais exigem novas propostas educativas

Fernando Milheiro 

Duas dezenas de famílias de Santa Maria de Campanhã, Porto, têm vindo a reunir-se, de dois em dois meses, para analisarem o que é a vida familiar nesta área nascente da Cidade, estudarem o que a “Igreja doméstica” deve ser e proporem perspectivas para uma vida saudável e educativa no seio das famílias.
Arrancaram com a experiência de bastantes anos de trabalho na área da preparação para o Matrimónio e pretendem organizar a Pastoral Familiar nesta paróquia nos seus diversos sectores. Surgiram, então, quatro áreas de trabalho, cada uma das quais com uma equipa de casais capaz de dar continuidade à reflexão que for sendo feita pelos outros casais: acolhimento de novas famílias, preparação para o Baptismo, preparação para o Casamento e apoio às pessoas que ficaram sós. 
No último Domingo, coube ao Dr. João Alves Dias orientar a reflexão sobre “a formação da comunidade de pessoas”, segundo Exortação Apostólica do Papa João Paulo II “A Família Cristã”. A reflexão de grupos, o plenário e a oração final deram a devida sequência a uma óptima apresentação que valorizou o amor como “centro” da vida familiar, elemento que “faz” a pessoa e “ícone” da Trindade, e apontou a fidelidade e a indissolubilidade como resultado “natural” de um amor verdadeiro e fecundo. E bem concretas foram as orientações para “uma vida familiar em construção”, verdadeira “escola de amor”, e sinal e participação de “um Amor maior que nos foi e continua a ser dado”. 
Este cuidado Pastoral aparece como resposta ao desgaste a que a instituição familiar é hoje sujeita num ambiente urbano em ruptura com o percurso cultural que lhe deu forma, o que cria problemas novos nomeadamente na educação de crianças, adolescentes e jovens.
 

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