Público - 05
Jan 07
Partidos terão em média 2,3 minutos para discutir cada uma das
petições
Das 157
petições pendentes, onze vão hoje a discussão no plenário e cada
grupo parlamentar terá um total de 25 minutos para as discutir.
A mais antiga dessas petições entrou na AR a 15 de Junho de 2004,
subscrita por 4600 cidadãos, que solicitavam a aprovação do
financiamento de um projecto para proteger a fauna e vegetação do
rio Mondego e contrariar a sua desertificação. A petição mais
recente deu entrada a 21 de Novembro de 2006 e foi assinada por 5499
cidadãos, que solicitam ao Parlamento uma nova lei para o Movimento
Associativo Popular (MAP). Os peticionários pedem aos deputados que
aprovem "nova legislação para o MAP que, entre outras matérias,
contenha a necessária actualização do estatuto de entidade pública,
um regime diferenciado de IVA para as associações sem fins
lucrativos, a definição clara de formas de apoio e a criação de um
interlocutor central para o MAP".
Entre as restantes petições, encontram-se mais seis de 2005 e duas
de 2006. Dia 27 de Outubro de 2005, a Federação dos Sindicatos da
Construção, Cerâmica e Vidro entregou na AR uma petição com 5309
assinaturas a solicitar a criação de um regime especial de acesso
antecipado à pensão por velhice aos 55 anos, para os trabalhadores
das pedreiras. A 20 do mesmo mês, a ACAPO solicitou ao Parlamento,
através de uma petição subscrita por 4106 pessoas, que recomendasse
aos órgãos de soberania a representatividade de pessoas com
deficiência. Dia 17 do mês seguinte, a actriz Maria do Céu Guerra
entregou uma petição com assinaturas de 4075 cidadãos a
manifestar-se contra os cortes que a companhia teatral A Barraca
sofreu.
Um grupo de 5430 cidadãos assinou uma petição, admitida na AR também
a 17 de Novembro de 2005, a pedir a revogação contra medidas que
consideram atentatórias da dignidade da classe docente. Dia 12 de
Dezembro, deu entrada na AR uma petição com 4428 assinaturas contra
a decisão do executivo em construir um novo aeroporto da Ota.
Ainda em 2005, a 13 de Dezembro, um grupo de pais entregou uma
petição, com 24.138 assinaturas, a requerer o afastamento do modelo
transversal para a educação sexual adoptado pelo Governo. Dia 27 de
Junho de 2006, deu entrada na AR uma petição assinada por 7058
cidadãos, a recomendar ao Governo que corrija a decisão de encerrar
as escolas do primeiro ciclo e jardins de infância do distrito de
Viseu. A 27 de Setembro do mesmo ano, 9000 cidadãos solicitaram a
criação de um curso de medicina na região do Algarve. C.R.