Portugal Diário -
21
Jan 07
Sites institucionais parados
Portal do Governo «tecnológico» está desactualizado
e tem falta de conteúdos
A Internet aloja actualmente milhões de sítios mas
muitos estão desactualizados ou indicam conteúdos
inexistentes, aí se incluindo várias páginas
institucionais, nomeadamente o Portal do Governo,
noticia a Lusa.
Alojado em www.portugal.gov.pt e com manutenção a
cargo do Centro de Gestão da Rede Informática do
Governo (CEGER), o portal dispõe de várias secções,
entre as quais uma secção de arquivo que permite
aceder à composição dos vários executivos.
Dentro da página de cada executivo, há uma promessa
que fica por cumprir: a ligação (link) para os
perfis dos vários elementos desemboca no vazio e -
apesar de o portal existir desde 2003 com a actual
configuração - a assessora do ministro da
presidência revelou à Lusa que «a informação dos
perfis nunca esteve disponível».
«O CEGER está a trabalhar nos conteúdos para essas
páginas», mas não há prazo para a colocação dos
perfis na Internet, «pois trata-se de informação
biográfica, o que exige autorizações dos
biografados», revelou a mesma fonte.
Quanto à mensagem de erro que surge na página, «vai
ser retirada no âmbito das melhorias ao sítio que o
Centro de Gestão da Rede Informática do Governo está
a levar a cabo com vista à sua actualização»,
assegurou.
Mas o exemplo não é único pois, embora tenha as
ligações funcionais, o sítio da Missão Permanente de
Portugal Junto da ONU desde 14 de Dezembro de 2005
que não coloca novidades na sua secção de notícias,
disponível em www.un.int/po rtugal/NEWSport.htm.
O representante permanente-adjunto, Jorge Lobo de
Mesquita, explicou que a secção de Notícias do sítio
não é considerada prioritária, pelo que não é
alimentada com novos conteúdos «desde que deixou de
haver uma pessoa dedicada à página a tempo inteiro».
No que se refere a páginas de Internet, o entusiasmo
da Sociedade da Informação também deixou de fora
instituições como os Tribunais da Relação de Lisboa
e de Évora, cujos sítios foram criados pela mesma
pessoa - um juiz com o «bichinho» das novas
tecnologias, Francisco Bruto da Costa.
Apesar do lançamento dos projectos com a saída do
magistrado para outras comarcas, as páginas da
Internet acabaram por «morrer» sem qualquer
actualização.