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Portugal Diário - 25 de Julho
A idade do sexo agita Grã-Bretanha
Ana Carreteiro
Jovens que morem em casas «estáveis» com os pais casados têm tendência a ter menos sexo na adolescência e menos gravidezes indesejadas do que os filhos de pais separados ou que vivam maritalmente.
A conclusão é de um dos maiores estudos sobre o comportamento dos adolescentes, realizado na Grã-Bretanha. O relatório divulgado esta semana liga pela primeira vez o ambiente familiar dos adolescentes e a sua atitude perante o sexo.
O inquérito incidiu sobre dois mil jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos e vai ser apresentado ao grupo de trabalho da Protecção da Família e da Criança da Câmara dos Comuns, na Grã-Bretanha. A notícia foi avançada pelo jornal The Observer que afirma que o estudo vai reacender o debate sobre o papel da família e na educação das crianças, supostamente bombardeadas com imagens de sexo pelos media.
O relatório afirma que os jovens cujos pais vivem em união de facto ou são separados têm atitudes mais «libertinas» em relação ao sexo e têm duas vezes mais probabilidade de ter sexo muito novos do que os filhos de pais casados. O estudo acrescenta ainda que os filhos que afirmaram não terem uma boa relação com os pais são mais propensos a começar a sua vida sexual mais cedo.
O estudo já foi apelidado de «simplista» pela Organização de Pais Solteiros da Grã-Bretanha. O relatório dos «Assuntos para a Família» foi dirigido pelo professor Martin Richards, responsável pelo Centro de Investigação para a Família da Universidade de Cambrige. Os resultados divulgados estão longe de ser pacíficos e vão com certeza promover o debate no país que apresenta a taxa de gravidez na adolescência mais alta do mundo ocidental.
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