Público - 11 Jul 05
Educação
sexual
Educar significa "conduzir," "guiar," para algum lugar ou para alguma
forma de ser ou de estar. Educação implica sempre um objectivo, uma
intenção, um plano, que vai orientar a atitude do educador. É por isso
que a Educação Sexual é um tema tão delicado. Sabe-se que existem
inúmeras teorias sobre os objectivos e as metodologias de aplicação
desta matéria. E sabe-se que muitas delas estão em completa oposição ao
modo de pensar da grande maioria dos pais e educadores.
Como é possível pensar-se que vamos passar um cheque em branco ao Estado
para este proceder conforme as directivas de pseudopedagogos, que
pretendem usar as nossas crianças e adolescentes como cobaias para
experiência de novos conceitos e métodos?
A reportagem apresentada no Expresso de 14 de Maio de 2005 revela a
natureza dos planos que estão a ser preparados nos bastidores do
ministério com a participação dos dinheiros públicos e a chancela do
Estado. O que eles sugerem não é um plano educativo. É um inquérito
sobre técnicas sexuais mais ou menos "avançadas" praticadas (ou não?)
eventualmente por alguns dos alunos, para melhor divulgação pelos
restantes. Objectivo visado pelos mentores do programa? Provavelmente
generalizar entre as crianças e adolescentes práticas sexuais
"diversificadas". É o marketing para a utilização indiscriminada da
sexualidade para obtenção do prazer pelo prazer apenas, para o
desenvolvimento do hedonismo que significa um egoísmo extremo, e cujas
consequências finais são a degradação da pessoa, a vulnerabilidade à
droga, ao crime, à autodestruição e à agressão social.
Agora que o novo Governo está a passar revista às "gavetas", apelamos
para que limpe e deite fora o lixo que lá se encontra. E que dentro
desta louvável e indispensável atitude acabe com as ligações perigosas à
ONG e à APF (Associação de Planeamento Familiar) responsáveis principais
por esta política de tarados.
Educação sexual si, mas uma verdadeira educação com princípios e métodos
para formar cidadãos saudáveis de corpo e alma. E isso tem que ser feito
em colaboração com os pais e educadores.
António Sarmento
Porto