Juntos Pela Vida -
10 Jul 07
COMUNICADO
Portugal tem hoje uma das leis mais
permissivas da Europa que saída dos "anos 60" parece
promover que se façam abortos até às dez semanas,
recusando uma atitude favorável à salvaguarda da
vida. Com a sua implementação começam a colocar-se
os problemas inerentes a qualquer perspectiva séria
de funcionamento dos hospitais.
Noticiava ontem (10 de Julho de 2007)
o Diário de Notícias
"A
administração do Hospital S. Francisco Xavier, em
Lisboa - onde 100% dos médicos são objectores de
consciência para o aborto a pedido da mulher - está
já a contactar as unidades privadas da cidade no
sentido de perceber para onde pode enviar as
grávidas que queiram abortar. Isto porque não tem
tido resposta favorável dos outros hospitais da
região que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"Teremos que nos virar para os privados. ", admite o
administrador da unidade, Miguel Boquinhas.".
Os
médicos não querem fazer abortos, em
pleno século XXI sabem que um aborto termina com a
vida de um ser humano na barriga da sua mãe e
portanto declaram-se objectores de consciência –
a sua função é dar
vida e não acabar com vidas saudáveis. Um
forte elogio merece, de facto, a nossa classe médica
pela lucidez ética e profissional com que tem
marcado a sua posição.
Prepara-se então o Estado Português
para obrigar os hospitais públicos a contratar com
privados ou encaminhar para outras unidades de saúde
as mulheres que queiram fazer abortos.
É absolutamente espantosa a ênfase
abortista do nosso Governo, apressando-se a promover
e publicitar o aborto livre. Preocupante é, por
outro lado, que este mesmo
Governo nada faça
nos casos em que a saúde dos portugueses está
verdadeiramente em risco, como sejam
cancros e outros dramas efectivos: nestes casos não
recorre à oferta privada, antes limita-se a encolher
os ombros e criar listas de espera. Porque dois
pesos e duas medidas? Para abortar há sempre
dinheiro mas para curar já não??
Melhor seria não brincar com saúde de
portugueses e com a vida dos nossos filhos.
Exigimos ao Ministro da Saúde e às
administrações dos Hospitais que se deixem de
hipocrisias e discriminações e tenham para com os
portugueses à espera de tratamento ou de uma
cirurgia, pelo menos, o mesmo afã que manifestam
para atender quem quer abortar uma filha ou um filho
saudável.
JUNTOS PELA VIDA ASSOCIAÇÃO