Mensagem

26 de Julho - Dia dos Avós

A APFN vem saudar-vos, a todos os Avós, experientes e inexperientes, já Bisavós, ou ainda a começarem a “nova carreira” de Avós.

Olhamos os vossos rostos todos os dias nas ruas deste mundo mais próximo, que é a nossa cidade, onde diariamente nos cruzamos convosco:

  • Avós modernos, sorridentes, babosos e orgulhosos, ao volante das novas carrinhas, onde possam caber várias cadeirinhas, avós que tentam ainda conciliar o seu trabalho profissional com as necessidades dos seus filhos, para irem buscar os netos à escola, levá-los às actividades extra-escolares, ao judo, à catequese, a um espectáculo ou a uma visita a um museu, ou simplesmente para ficarem com eles em casa e os ajudarem nos trabalhos de casa, nos banhos, e refeições, até que os pais esgotados e sem tempo, os possam vir buscar ao fim do dia...
  • Avós cansados, dobrados pelo peso dos anos, do trabalho, das dificuldades e doenças, mas sempre prontos a dar o seu melhor, que ainda arranjam forças para correr atrás de algum neto endiabrado no parque de baloiços, ou que, sentados no banco de jardim, ao fim de tarde, abrem os lanches preparados com carinho, enquanto contam coisas do passado, ou ouvem as histórias dos netos, sem preocupações com os ponteiros do relógio...
  • Avós, mais ou menos cultos, com mais ou menos posses, mais ou menos saúde, verdadeiros “pára-raios”, protegendo o edifício de tanta família em desmoronamento, em que pais e mães, desorientados e perdidos nas contradições deste mundo, lhes confiam essa assustadoramente crescente multidão de meninos e meninas tão “órfãos de pais vivos”...
São estes Avós que, com um jeito e um saber de experiência feito, ainda conseguem, quantas vezes, o milagre de consolar, ouvir, tranquilizar e sarar as feridas de tantas crianças em sofrimento, que não têm culpa dos erros dos adultos, nem da falta de visão dos políticos (que à falta de uma verdadeira política de família, vão lançando medidas avulso, às vezes materialmente úteis, é certo, mas quantas vezes gritantemente desajustadas das realidades e necessidades).

Crianças, a quem ninguém pergunta, por exemplo, antes de facilitarem o divórcio aos pais, (como quem vai ali e bebe um copo de água!) se se sentem felizes por se verem divididas e separadas da mãe ou do pai, crianças a quem ninguém pergunta se aceita partilhar as sobras que lhes restam do carinho dos pais com pessoas desconhecidas que entram e saem das suas vidas a uma velocidade incompatível com a saúde mental de qualquer criança ou jovem em processo de crescimento...

Que seria de tanta criança, sem estes Avós-faroleiros que lhes assegurassem o “pão nosso de cada dia” e alguma estabilidade e referências sobre as quais se vai construindo o frágil edifício das suas vidas e  personalidades?

O nosso mundo bem precisa destes Avós-pilares que não querem deixar ruir por completo, nem a casa, nem a família, e dar “experiência de família” a crianças a quem esse direito foi negado pelos seus pais!

Por isso, neste vosso mais que merecido Dia, queridos Avós, aqui vai um Abraço de amizade, estímulo, e agradecimento por tanto “colo” físico, material e espiritual, que o vosso coração grande permite oferecer diariamente!

 
22 de Julho de 2008

 

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