APFN - 2 de Junho

Novela da vida real: Alta-Autoridade para a Comunicação Social 

A comunicação social continua a fazer eco da recusa da Alta-Autoridade para a Comunicação Social (AACS) em cumprir o estipulado nas leis portuguesas, leis curiosamente bem publicitadas no seu site http://www.aacs.pt.

A APFN congratula-se com as felizes declarações do Juiz Conselheiro Joaquim Sousa Dinis, ex-futuro presidente da AACS, em que considera que o papel da AACS deve ser idêntico ao de um árbitro de futebol, justamente como está consagrado na lei.

Infelizmente, e usando a imagem do ex-futuro presidente da AACS, esta tem preferido arbitrar o desafio, que cada vez mais parece uma guerra pessoal entre responsáveis da SIC e TVI, sem por os pés no relvado, e esperando que sejam os espectadores a telefonarem ao árbitro ausente e distante para fazer qualquer coisa perante claríssimas faltas dos jogadores. 
Pior que isso, e conforme se pode ver nas suas deliberações, declara angelicamente que jogar a bola com a mão até nem é falta, porque no andebol joga-se assim. 
E, se, às tantas, começam a andar à tareia, também não é problema nenhum, porque a forma de jogar tem a ver com o íntimo de cada jogador, e não está disposta a censurar comportamentos que até são permitidos no futebol americano! 
E, agora, decide sentar as equipas, para, com elas, discutir quais é que devem ser as regras!

Perante a continuação desta vergonhosa novela da vida real, a APFN diz BASTA!

As regras do jogo NÃO SÃO aquelas que as emissoras decidirem! 
As regras do jogo são, simplesmente, aquelas que a soberana Assembleia da República aprovou e o Presidente da República promulgou e que a AACS simplesmente terá que fazer cumprir! 
Já que não quer fazê-lo, saia do campo e entregue o apito a outro!

A APFN apela aos partidos políticos com assento na Assembleia da República e que, unanima e vigorosamente manifestaram a sua repulsa pelo estado a que chegou a televisão, para que sejam consequentes e exijam a demissão dos seus representantes na AACS, para que esta refresque e passe a justificar o dinheiro que os contribuintes pagam.

Da sua parte, a APFN declara o seu total apoio ao boicote à TVI e SIC durante o mês de Junho, felicitando as personalidades que já declararam publicamente o seu apoio.

Por outro lado, perante a evidente paralesia do poder executivo, a APFN apresentou em devido tempo queixa ao Procurador-Geral da República e Provedor de Justiça.

 

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