Ecclesia - 6 de Junho
Provas de Aferição são estímulo para os contra-valores
Nuno Tavares
"Uma criança de 11 ou 12 anos chumba a matemática, sai da
escola irritada, dá um pontapé num pedra, parte um vidro de uma loja,
foge do proprietário, entra num autocarro sem rumo certo, encontra no
fim da linha uma mala abandonada cheia de dinheiro, leva as notas
escondidas para casa, ri-se da ameaça do pai lhe tirar a semanada e
pensa... são uns pelintras..." Este é, por incrível que pareça,
o teor resumido do texto da prova de aferição de português do 6º ano
de escolaridade.
Neste contexto, a Rádio Renascença na sua Nota de Abertura de hoje,
questionou-se sobre que Ministério da Educação é este que
"apresenta uma história de uma criança com um comportamento
carregado de erros e que acaba com todo o ar de herói". E denuncia
o facto de este Ministério estar a contrariar e pôr em causa "os
princípios em que assenta o processo educativo seguido pela esmagadora
maioria das famílias portuguesas".
"Veremos o que fazem o Governo e a Assembleia da República face
a este verdadeiro atentado aos valores em que se alicerça a sociedade
portuguesa - e que constituem um inestimável património do
futuro", é o apelo formulado pela Emissora Católica Portuguesa.