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Público - 24 de Junho
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A Igreja intervém na área terrena. A Igreja pode pode criticar governos, como pode elogiá-los, mas não compete à Igreja julgar directamente a acção política e muito menos lhe compete deitar governos abaixo.
O que me faz impressão, sob o ponto de vista cultural, é que, independentemente da posição ética que cada pessoa tem na sua vida privada ou orientação sexual, não haja uma palavra para dizer que a sexualidade é uma coisa muito séria, e que é uma coisa para ser vivida com sentido de responsabilidade.
A Igreja hoje, na sociedade portuguesa, não está em conflito nem quer gerar conflitos. A Igreja tem outras coisas para fazer: é ser sinal e incentivar valores de outra ordem.
Será que ainda não aprendemos todos a viver numa sociedade democrática? Estamos numa sociedade concreta, se há coisas a discutir, discutamo-las.
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