Investigadores concluem
Amor é a experiência
mais poderosa
Uma equipa de
investigadores norte-americanos concluiu que o amor
é a experiência mais poderosa e duradoura para
cérebro.
O sexo e o amor podem ocorrer juntos, mas para o
cérebro não são a mesma coisa, refere o estudo,
acrescentando que o amor «é definitivamente mais
poderoso que o impulso sexual».
«As áreas do cérebro activadas quando alguém olha
para uma fotografia da pessoa amada coincidem apenas
parcialmente com as regiões ligadas à excitação
sexual», revela Arthur Aron, um dos autores do
estudo a publicar na edição de Julho da revista «Journal
of Neurophysiology», publicada pela Sociedade
Americana de Fisiologia.
«O sexo e o amor romântico envolvem sistemas do
cérebro muito diferentes», concluiu a equipa,
que envolveu investigadores em neurociência,
antropologia e psicologia social.
Os investigadores usaram no seu trabalho imagens
obtidas por ressonância magnética dos cérebros de 17
homens e mulheres jovens que se tinham «apaixonado
loucamente» pouco tempo antes. Os participantes no
estudo responderam a questionários enquanto os seus
cérebros eram observados por scanner.
O amor parece activar as partes do cérebro que são
ricas em dopamina, um composto químico que tem
efeito sobre as emoções. Outros estudos relacionam
essas áreas do cérebro com a motivação por
recompensas.
«Para nossa surpresa, as regiões activadas pelo
amor romântico intenso foram principalmente as do
lado direito do cérebro, enquanto que as regiões
activadas pela atracção facial foram principalmente
as do lado esquerdo», referiu Lucy Brown, do
Albert Einstein College of Medicine, que também
participou no estudo.
O processo dos sentimentos românticos envolve
«uma constelação de sistemas neurais», conclui o
estudo, segundo o qual o amor ganha claramente ao
sexo no que se refere ao seu poder sobre a mente
humana.
«O amor romântico é a mais poderosa de todas as
experiências humanas», segundo outra autora do
estudo, a antropóloga Helen Fisher, da Universidade
de Rutgers.
Outra conclusão é que à medida que a relação
amadurece, o mesmo se passa com a mente.
«Encontrámos várias áreas do cérebro onde a força
da actividade neural mudou com a duração do
romance», disse Brown, acrescentando que se pode
observar o que acontece no cérebro à medida que uma
relação evolui.
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