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31 de Maio - Sapo
Conferência sobre «Família e Fiscalidade» Evento promovido
pela APFN, 1 de Junho, às 21h30, no Palácio Foz (Lisboa)
No próximo dia 1 de Junho, celebra-se o Dia Mundial da Criança.
Este dia, que é tão grato a nós, pais de três ou mais filhos, é,
simultaneamente, o dia em que propomos uma reflexão a um país cada vez
mais envelhecido porque há cada vez menos crianças - não só nascem
cada vez menos, como também deixam de o ser cada vez mais cedo.
Não faltarão milhares de iniciativas para festejar
esse dia! Mas há alguma razão para festejar? Festejar o quê?
Basta passear-se pelo país para se verem escolas primárias
fechadas e abandonadas, aldeias só com idosos sentados à porta e
jardins e parques infantis sem os risos e gargalhadas de outrora.
E, periodicamente, diversos artigos nos órgãos de
comunicação de diferentes origens, nacionais e estrangeiras, a avisar
que algo está errado.
É evidente que a responsabilidade não é do actual
Governo, mas é do Estado, por ter andado distraído nas últimas décadas
e ainda não ter adoptado quaisquer medidas, não só de despenalização
dos casais que, contra tudo e contra todos, têm três ou mais filhos,
como de incentivo à maioria de casais que se ficam por nenhum, um ou
dois, para terem mais filho.
O maior presente que se pode dar a um filho é um irmão.
Vale muito mais que todos os brinquedos que se possam imaginar ou a
maior formação do mundo. Um irmão é alguém que o irá acompanhar ao
longo da vida, muito depois de os pais partirem.
Recusar dar um irmão a um filho único, é fazer com
que os netos nunca saibam o que é ter um tio ou primos. E isso é uma
terrível sentença que está nas mãos dos casais decidirem dar ou não
dar aos seus netos.
Neste dia 1 de Junho, às 21h30, no Palácio Foz (Praça
dos Restauradores, Lisboa), a APFN vai fazer uma conferência sobre «Família
e Fiscalidade», onde, entre outros, será apresentado o estudo
efectuado pela Dra. Luísa Anacoreta Correia, que mostra que o IRS
penaliza os casais com filhos, tanto mais quanto maior o seu número.
Esse estudo já está disponível no site da APFN, em http://www.apfn.loveslife.com.
É evidente que os casais não têm mais ou menos filhos por causa do
IRS. Mas este é o instrumento privilegiado do Estado para dar sinais
positivos ou negativos relativamente a comportamentos que quer
entusiasmar ou reprimir. Olhando-se para o código do IRS, é claro que
o Estado pretende estimular o mercado de capitais, a utilização de
energias renováveis, etc., mas também é claro que o Estado pretende
desentusiasmar o crescimento das famílias.
Neste dia, a APFN apela aos órgãos de soberania em
geral, e ao Governo em particular, para decididamente tomar as medidas
que conhece no sentido de inverter o estado de coisas. Medidas
semelhantes foram já adoptadas, com sucesso, para proteger golfinhos,
lobos-marinhos, linces, javalis, cegonhas e outras populações animais
no território português.
Os diversos avisos que têm vindo a ser efectuados no que diz respeito
à população humana desse mesmo território sugerem a necessidade de
inversão rápida e drástica do estado de coisas, como tem vindo a ser
feito nos outros países ocidentais em geral, e europeus em particular.
A APFN convida quantos quiserem a assistir à referida
conferência, que é de entrada livre.
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