efectuadas hoje pelos seus
dirigentes à comunicação social, como pelo sentido de oportunidade e
responsabilidade manifestado.
Com efeito, são mais que evidentes os desastrosos resultados da
política de educação que tem vindo a ser seguida nas últimas dezenas
de anos em Portugal.
Com esta afirmação, a APFN não pretende, de forma alguma, atacar
política e, muito menos, pessoalmente, qualquer das individualidades
que têm sido nomeadas para o cargo de Ministro da Educação.
De facto, tem sido também mais que evidente que o problema de fundo
consiste no enorme monstro a que se chama Ministério da Educação,
triturando, sem dó nem piedade, qualquer desgraçado que seja nomeado
Ministro, para além dos jovens, crianças e respectivas famílias que,
de forma inocente, estão convencidas que uma coisa a que se chama
Ministério da Educação tem, como objectivo, instruir, formar e
educar.
Não adianta procurar-se esconder mais esta realidade.
Como é que é possível que jovens universitários, após terem
passado, pelo menos, 12 anos no "brilhante" sistema
educativo(?) português, não saibam em que ano foi o 25 de Abril,
conforme bem demonstrado pela comunicação social há poucas semanas?
Como é que é possível a demonstração de tanta ignorância de
coisas elementares profusamente demonstrada nos concursos com que as
televisões nos têm brindado?
Estes pequenos exemplos mostram à evidência o que inúmeros
relatórios internacionais têm vindo a denunciar: a ignorância da
juventude portuguesa é um espanto!!!!
E, o pior, é que a actual juventude, elevada à consideração de
ignorante por esta irresponsável política educativa, vai ser o
conjunto dos nossos técnicos e dirigentes de amanhã, aumentando ainda
mais o atraso de Portugal relativamente aos outros países, mas,
também, aumentando o número de acidentes por simples incúria,
ignorância e irresponsabilidade.
Com efeito, toda a gente sabe que mesmo uma pessoa muito inteligente
mas ignorante só será capaz de fazer coisas idiotas, com resultados
desastrosos.
O problema da Educação é um problema nacional, e tem que ser
encarado como tal, em vez de um feudo de pedagogos para experiências
educativas com os filhos dos outros, com o objectivo de pavonearem
vaidades em congressos internacionais e escamotearem os efeitos do
desastre educativo português.
Por isso, o nosso Primeiro-Ministro elegeu a Educação como uma das
suas paixões. Só que as paixões só podem ser alimentadas numa
política de verdade. Como toda a gente sabe, paixões baseadas na
mentira levam ao divórcio, porque, mais tarde ou mais cedo, a mentira
é descoberta.
E esta mentira foi bem demonstrada por um Secretário de Estado da
actual equipa governativa há duas semanas, aquando da última
discussão da proposta do PSD sobre a publicitação das avaliações
das escolas. Essa proposta de lei defendia uma das reivindicações da
APFN, simplicíssima de implementar, consistindo na publicação na
Internet das classificações obtidas pelos alunos em cada escola,
comparada com as classificações obtidas pelos mesmos alunos nos exames
nacionais. A APFN tem mesmo afirmado que, para que isto seja gratuito,
fá-lo-á no seu site.
Ora esse governante teve o desplante de afirmar que tal medida é
desnecessária, uma vez que a classificação para acesso às
universidades apenas considera 25% da classificação nos exames
nacionais!!!! Como é que é possível que não tenha sido demitido
nessa mesma tarde ou no dia seguinte?
Como é que é possível que tenha, de forma tão descarada, mostrado
que a sua política é a de evitar reprovações, escamoteando
resultados, em vez de fazer com que os alunos aprendam? Como é que é
possível que seja continuada e propagandeada uma política educativa
que consiste apenas na alimentação de verdadeiros redis onde as
crianças são depositadas e mantidas entretidas entre os 3 e os 16
anos, a aguardar que chegue a altura de ver se têm sorte para entrar
numa faculdade? E, já agora, como é possível ter edifícios a que se
chamam universidades onde sejam admitidos alunos com notas negativas?
Será que a maioria dos nossos políticos não tem filhos no ensino
público e vota importantes diplomas na total ignorância da realidade
e, também, no que lá está, de facto, escrito, votando a favor ou
contra apenas porque é do partido A ou B?
A educação em Portugal tem sido uma gigantesca farsa, conduzida de
forma totalmente irresponsável, a queimar enormes recursos portugueses.
A APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas está e
estará sempre na linha da frente para denunciar esta farsa, colaborando
no sentido de se acabar com ela, conforme afirmado na conferência
realizada há cerca um ano, integrada no ciclo de Conferências APFN
2000.
Esta intransigente defesa de um sistema de educação que mereça tal
designação deve-se ao facto de, apesar de as famílias com três ou
mais filhos serem apenas 7% das famílias portuguesas, 26% dos jovens e
crianças pertencem a famílias numerosas, que, como é óbvio, não
têm possibilidade de fugir do sistema "educativo" público...
Recorda-se que, neste domínio, as nossas reivindicações são
justas, conduzindo inevitavelmente a um verdadeiro sistema educativo de
acordo com o determinado pela Constituição Portuguesa, e muito simples
de implementar:
1 - Publicitar na Internet as classificações obtidas pelos alunos
nas escolas e as obtidas, pelos mesmos alunos, nos exames nacionais. A
APFN disponibiliza-se para a publicação na Internet, necessitando,
apenas, de receber a informação que existe no Ministério.
2 - Acabar-se de vez com a escandalosa negociata nos livros
escolares, fazendo com que estes mudem todos os anos, mesmo nos poucos
anos em que não houve mais uma reforma.
3 - Maior colaboração entre pais e escola, para a qual é
necessária maior imaginação para a mobilização dos pais. No que diz
respeito a esta alínea, os principais responsáveis têm sido os pais.
A APFN está disponível para colaborar com o Ministério, escolas e
Associações de Pais para procurar mobilizar os pais de forma mais
eficaz.
4 - Criação do Cheque Educação, no valor do actual custo do
ensino público por aluno, a ser entregue aos pais com filhos em idade
escolar. Os estabelecimentos de ensino público deixariam de ser
gratuitos, tendo uma