Ecclesia - 14 de Maio

Dia internacional da família
Mensagem da Associação Famílias.


É esta a 8ª vez consecutiva que a Associação Famílias, desde 1994 - Ano Internacional da Família - vem nesta data e publicamente, de acordo com a sugestão da ONU, celebrar as famílias de todo o Mundo e com elas recordar que a família foi, é e vai continuar a ser a base da sociedade. Apesar dos ataques contínuos e sistemáticos que a Família tem sofrido, que vão progressivamente desvalorizando o casamento, promovendo o divórcio, incentivando a irresponsabilidade na educação da prole (em que o estado se arroga poderes que não tem), questionando e agredindo o valor ímpar da maternidade, não apoiando condignamente as famílias ou não se esforçando por conciliar a urgente articulação Família/Trabalho, apesar destes ataques a Família vai resistindo.
Neste Dia Internacional da Família queremos, como instituição preocupada com as famílias, dizer a todas e cada uma, que a Família é um dom inestimável e que dela e quase só dela, depende o futuro da humanidade. Na medida em que as famílias, todas e cada uma, se considerem agentes activos das mudanças que esperam, anseiam e carecem, assim a sociedade mudará. A sua intervenção nos planos social, económico, moral e político é urgente, quer de forma preferentemente estruturada em organizações representativas quer isoladamente. Não podemos continuar a ter famílias passivas que se sentem agredidas mas caladas!
Como não levantar a voz perante o "inverno demográfico" autêntico "suicídio colectivo" assistido, presente entre nós?
Como não levantar a voz perante legislação que ofende os princípios estruturantes das famílias?
Como não levantar a voz perante as situações de exclusão social promotora de tantas e variadas formas de pobreza, nomeadamente o que se refere à precaridade dos vínculos laborais de tantos pais e mães de família?
Como não levantar a voz perante a sistemática agressão do direito à vida, direito humano fundamental, quando se promove o aborto (precoce ou tardio)?
Como não levantar a voz perante a derrota assumida face ás dificuldades relacionadas com a toxicodependência e não se faz mais e melhor investimento na sua prevenção?
Como não levantar a voz perante determinados meios de comunicação social que nos apresentam como modelos situações degradantes, humilhantes e ofensivas da dignidade de todo o ser humano?
Como não levantar a voz perante as situações de exploração de homens e mulheres, quer como "mão de obra barata", por vezes verdadeiramente escrava, ou na prostituição?
Neste Ano Internacional dos Voluntários, homens e mulheres de todo o mundo reflectem sobre a importância de se ser construtor de solidariedade no exercício da gratuidade e generosidade ao serviço dos outros. A Associação Famílias, por isso, quer chamar a atenção da nossa comunidade para a relevância deste Ano Internacional, sobretudo no que este pode significar de mudança e mais empenhamento dos nossos concidadãos na defesa de uma maior e melhor qualidade de vida de todas as famílias.
De facto urge levantar mais alto a voz das famílias. O serviço voluntário ás famílias e com elas pode contribuir para reduzir ou eliminar algumas das situações graves elencadas acima e que não podem persistir.
Fazemos votos para que a reflexão que eventualmente ajudemos a promover com este documento, sirva para estimular um novo olhar, positivo e construtivo, sobre a Família.

Braga.2001-05-15

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Famílias: haja esperança!

Rugem fortes trovões,
Sente-se a terra tremer...
As raízes estremecem,
Tantos frutos que fenecem...
Há tempestades a crescer
Abalando as fundações!

Porém, haja `sperança!
A Família , coração da sociedade
Vai ter força p`ra vencer
Os assaltos da iniquidade,
Da raiva e malquerença!

Assim todos queiramos
Estar atentos e vigilantes!
A Família que amamos
Não nos quer ver distantes

Se tu, como eu, como nós
Acreditamos na força da Família
Então, façamos ouvir sua voz.

Carlos Aguiar Gomes
 

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