TSF - 29 de Maio
Portugueses cépticos quanto à educação
Para onde caminha a nossa educação? Segundo os portugueses
interrogados pelo barómetro TSF/DN/Marktest, para um poço sem fundo e
com pouca qualidade.
BARÓMETRO TSF/DN/MARKTEST
A segurança nas escolas é a maior preocupação dos portugueses:
27,7 por cento dos inquiridos garante que se fosse ministro da
Educação investia prioritariamente na segurança.
23,6 por cento apostava na formação dos professores, 21,5 por cento
tentava melhorar as instalações e os equipamentos, 13,6 por cento
alterava os programas escolares.
Quanto à qualidade do ensino em Portugal está na mesma ou pior. É
esta a opinião da maioria dos inquiridos: 63,8 por cento considera que
a política do governo é a grande responsável pelo estado da
educação.
Em segundo lugar na lista dos culpados surgem os professores que são
pouco empenhados no entender de 47, 2 por cento das pessoas que
responderam ao inquéritos.
As escolas mal equipadas vêm logo a seguir com 44 por cento das
opiniões registadas.
Apenas 13,6 por cento dos inquiridos considera que a educação está
melhor.
Destes, 41,3 por cento atribui as melhorias ao equipamento das
escolas e 40,4 por cento diz que se deve a um maior empenho dos
professores.
A sondagem foi realizada entre os dias 14 e 20 de Maio pela Marktest
para a TSF e o Diário de Notícias com o objectivo de avaliar a
opinião dos portugueses sobre a qualidade do ensino.
O universo é constituído por indivíduos maiores e residentes em
Portugal Continental. A amostra conta 804 entrevistas telefónicas, 423
a mulheres.
Na distribuição das entrevistas, 20,5 por cento foram feitas na
Grande Lisboa, 18,8 no Grande Porto, 15,5 no Litoral Centro, 18,2 no
Litoral Norte, 23,3 no Interior Norte e 11,4 por cento no Sul.