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Ecclesia - 26 Mar 04
Diminuição da natalidade preocupa APFN
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O decréscimo do saldo natural, consequência da diminuição da
natalidade e do aumento da mortalidade, está a preocupar a
Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) e levou-a mesmo a
criticar, uma vez mais, o "exagerado optimismo de todas as
projecções demográficas". Em comunicado, a Associação refere
que os últimos dados, ainda provisórios, do Instituto Nacional de
Estatística (INE), divulgados ontem, "desmentem claramente os
pressupostos da sua última projecção sobre envelhecimento da
população residente em Portugal entre 2000 e 2050". A APFN apela ao
Governo para que "instrua o INE no sentido de corrigir rapidamente
os erros na sua última projecção, fornecendo ao País informação
correcta sobre o previsível resultado em se insistir nos mesmos
erros em termos de Política de Família".
A Associação retoma as criticas que o presidente Fernando Castro
deixara à Agência ECCLESIA (ver notícias relacionadas) e exige ao
executivo que retire "todo o forte carácter anti-natalista da
fiscalidade portuguesa, em complemento das «100 medidas» já
anunciadas, para, no mínimo, reconhecer às famílias o direito de se
manterem unidas e de terem os filhos que desejem, sem, por isso,
serem fortemente penalizadas".
Esta matéria estará em foco no II Congresso Europeu de Famílias
Numerosas, a decorrer amanhã, com a apresentação de 2 estudos
levados a cabo pela Deloitte & Touche.
Em 2003, nasceram em Portugal 111.954 bebés, o que corresponde a uma
diminuição de 2,1 por cento em relação ao ano anterior. Em
contrapartida, aumentou em 2,2 por cento o número de mortes entre a
população residente, de acordo com os últimos dados do INE. As
críticas da APFN remontam a Junho de 2003 e alertava para o
"envelhecimento continuado da população, como consequência do
previsível aumento da esperança de vida, bem como da manutenção de
níveis de fecundidade abaixo do limiar de substituição das gerações
(2,1 crianças por mulher em idade fecunda)".
O cenário tido pelo INE como "mais plausível" foi traçado a partir
da evolução de um índice de fecundidade de 1,56 para 1,71 em 2050,
"quando nada leva a pensar-se que possa haver um aumento da
natalidade, como mostra o facto de o índice ter reduzido em 2001 e
2002", contesta a APFN. [anterior] |