APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas 

Comunicado

8 de Março: Dia Internacional da Mulher

Instituído o Dia Internacional da Mulher, independentemente da nossa opinião sobre o assunto, ele faz-nos recordar os séculos anteriores em que a mulher não era considerada igual ao homem perante a lei.

O salário igual para trabalho igual, o voto, e a generalização de direitos, independentemente de se ser homem ou mulher, foram instituídos, na sua maioria, no século XX, em parte à custa de radicalismo e de luta inflamada de feministas, mas também à custa de muitas mulheres que, sem fazerem grandes alaridos, conquistaram um lugar de destaque nos meios em que se moveram. Basta lembrarmo-nos das primeiras médicas, economistas, engenheiras, que apesar de todas as dificuldades, terminaram os seus cursos e seguiram carreiras profissionais em áreas em que as mulheres, se desempenhavam algumas tarefas, eram sempre menores. Estas mulheres também mostraram que vale a pena lutar e trabalhar para alcançar um objectivo, e que isso é independente de se ser homem ou mulher. Foi um passo muito importante.

Mas quando falamos de direitos iguais para homens e mulheres, falamos de mera justiça. Que razão havia para a mulher não votar? Que razão havia para, fazendo trabalho igual, recebesse salário inferior ao homem? Por isso, é preciso não confundir justiça, com a igualdade entre homens e mulheres.

A igualdade é um mito: a mulher não é, nem nunca será, igual ao homem! E ser mulher é tão gratificante como ser homem!

A mulher é diferente , porque portadora de uma função única e insubstituível: só ela pode dar vida e deixar que a vida nasça dentro de si.

Só ela pode ser Mãe.

E ser Mãe, não é incompatível com trabalho ou outros tipos de direitos e exercício de cidadania. Conhecemos carreiras brilhantes em todas as áreas protagonizadas por mães de família (veja-se o exemplo actual de Ursula von der Leyen, ministra para a Família no novo governo alemão, mãe de sete filhos, ou a eurodeputada Maria Cassiotou - Panajiotopoulou, mãe de 9 filhos e Presidente do Intergrupo da Família e Protecção da Infância, do Parlamento Europeu).

Mas se a mulher for induzida – como hoje em dia tantas vezes tem sido - em desfavor do seu insubstituível papel de Mãe, favorecendo apenas o papel de trabalhadora ou de cidadã, chegará o dia em que uma mulher grávida será um espécimen raro.

A queda dos índices demográficos tem vindo a mostrar quão importante é o papel da mulher, como Mãe, numa sociedade, e até que ponto ele é desvalorizado.

Como a APFN tem vindo a defender, é o momento de lutar contra uma cultura, corrente nos nossos dias, que desvia muitas vezes a mulher da maternidade, por razões económicas e políticas.

É importante continuar a lutar contra todas as leis penalizadoras da Família, sobretudo da família numerosa. A APFN pretende que a Família seja o centro das principais preocupações políticas, sociais e económicas. Porque ao fazê-lo está a defender implicitamente a mulher, a criança e também o homem e a própria sobrevivência da sociedade, em geral.

4 de Março de 2006

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