12 de Novembro de 2000 - Jornal de Notícias

OCDE alerta para a necessidade de incrementar apoios 

"A relutância do Estado na promoção de serviços de apoio ao grupo entre os zero e os três anos poderá ter graves consequências, nomeadamente a identificação relativamente tardia de muitas crianças com necessidades especiais ou que vivem em situação de risco".
Esta é uma das principais conclusões tiradas pelo conjunto de peritos que, durante 10 dias, quis conhecer qual a educação e apoio social dado às crianças que ainda não estão em idade de frequentar o Ensino Pré-Escolar.
Para aqueles que se têm apenas preocupado com os jardins-de-infância, o relatório da OCDE vem lançar um alerta: "Está-se a desperdiçar uma valiosa oportunidade de reforçar os alicerces da aprendizagem para toda a vida dos cidadãos portugueses mais novos".
De acordo com os números fornecidos, em 1996, cerca de 34 mil crianças (11%) das crianças entre os zero e os três anos frequentavam uma creche e aproximadamente duas mil (0,8%) estavam entregues aos cuidados de uma ama.
A falta de apoios causa sérios problemas às mulheres, já que, como realça o estudo, em 1993, cerca de 63% das mães com filhos pequenos trabalhavam mais de 20 horas por semana.
No dizer dos peritos da OCDE, esta é a proporção mais elevada de mulheres trabalhadoras, a tempo inteiro, na União Europeia.
Se, por um lado, a empregabilidade das mulheres gerou uma melhoria do estatuto sócio-económico das famílias, por outro lado, gerou a necessidade de obtenção de espaços de apoio para as crianças.
 

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