| ACI - 15 Nov 04 Reforma de lei do divórcio
fomenta a 'mentalidade divorcista'
Numa carta dominical, o Arcebispo de Barcelona, Dom. Lluís Martínez
Sistach, manifestou que a proposta de reforma da normativa espanhola
para regular o divórcio fomenta uma mentalidade divorcista na
sociedade.
A missiva, titulada precisamente "Mentalidade divorcista", assinala
que "não poucas pessoas vão ao matrimónio pensando ir ao divórcio se
surgirem dificuldades na convivência conjugal, ou se lhes parece que
o amor desapareceu".
Assim, o Prelado pergunta, se acaso não se provoca que "fiquem
bloqueados os esforços sinceros e constantes para vencer e superar
as dificuldades que aparecem em toda convivência conjugal?"
Segundo o Arcebispo metropolitano "o amor matrimonial! tem que
possuir uma qualidade peculiar: tem que ser conjugal". "Um amor para
um tempo limitado não é um verdadeiro amor matrimonial, porque falta
a intenção de perpetuidade que depois se manifesta na fidelidade".
Um amor temporário "não pode fazer felizes aos maridos nem tampouco
aos filhos, porque é um amor limitado e inseguro", apontou.
Do mesmo modo, assinalou que "a sociedade e as suas leis não têm que
fomentar de maneira nenhuma uma mentalidade divorcista diante do
matrimónio". A educação, segundo o Prelado, não deve convidar "a
fugir diante das dificuldades conjugais que possam chegar e a
procurar então outro consorte. O que constitui um motivo de
preocupação é que qualquer desacordo entre os cônjuges possa ser
tornar uma ruptura definitiva".
Sobre o particular, concluiu o Prelado, "as leis não têm que
facilitar ou fomentar. A estabilidade da vida familiar só pode
existir se os esposos estão dispostos a demonstrar que o sacrifício
é uma prova do seu amor. O bem e a felicidade dos esposos e dos
filhos pede que se façam todos os esforços necessários para superar
as dificuldades inerentes à convivência matrimonial mediante o
diálogo, a paciência, o perdão e a oração".
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