A
Federação Portuguesa Pela Vida
torna público que considera
inadmissíveis as dúbias declarações
produzidas por alguns dirigentes
nacionais do PSD face à proposta
apresentada pelo PCP que visa a
suspensão da vigência das disposições do
Código Penal que criminalizam a prática
do aborto e a suspensão de todos os
processos judiciais por prática de
aborto.
Começa já a ser preocupante a recorrente
falta de definição do PSD nesta matéria!
O PSD garantiu à população portuguesa,
em geral, e aos seus eleitores, em
particular, que não iria alterar o
regime jurídico que penaliza o aborto.
Fê-lo num compromisso de legislatura. Ao
assumir este compromisso, o PSD estava a
garantir que se assumia como um partido
político que vê no respeito pela vida
humana, desde o momento da concepção até
à morte natural, um valor essencial a
assegurar.
Por isso, é inaceitável que dirigentes
nacionais do PSD profiram as mais
contraditórias afirmações sempre que
algum partido – por mais desrespeitadora
da vontade do povo e antidemocrática que
seja a proposta, como é o caso desta do
PCP – vem propor qualquer novidade
legislativa em matéria de aborto.
A
Federação Portuguesa Pela Vida,
em representação de todos os cidadãos
portugueses que são a favor da vida,
independentemente do seu partido ou
militância política, apela ao PSD, nas
pessoas do Senhor Primeiro-Ministro e do
Presidente do Grupo Parlamentar, para
que, de uma vez por todas, se assuma
como um partido político comprometido e
empenhado na criação de uma cultura de
respeito pela vida humana, desde o
momento da concepção até à morte
natural.
Trata-se de uma matéria de ordem
civilizacional, que exige de qualquer
partido de Governo de um Estado
democrático de Direito, uma posição
clara e inequívoca.
Além disso, só desta forma, definindo
firmemente de que
lado
pretende estar, porá o PSD termo a esta
recorrente, e até confrangedora,
manifestação de insegurança e incerteza
de cada vez que se fala do tema do
aborto.
Porto, 22 de Novembro de 2004