Comunicado 

Avaliação dos resultados no ensino básico

A APFN ordenou as escolas pela diferença entre a classificação interna e a obtida no exame final, baseada na informação detalhada dos resultados escolares no 9º ano publicada pelo Ministério da Educação em http://www.dgidc.min-edu.pt/jneweb/estat.htm,

A APFN considera pouco importante a ordenação das escolas pelas médias obtidas nos exames finais, uma vez que as condições socio-económicas dos alunos são, na maioria das situações, a razão principal para essas classificações.

Já o mesmo considera não acontecer quando se compara a avaliação contínua com a nota no exame final.

Lamentavelmente, apenas existem exames nacionais em português e matemática no 9º ano, pelo que o Ministério da Educação não só torna impossível uma avaliação independente dos resultados escolares nas outras disciplinas, como dá um fortíssimo sinal à comunidade educativa alunos, pais e professores) de que apenas são importantes as disciplinas de matemática e português.

Nesta análise, apenas foram considerados os alunos internos e as disciplinas em que houve, pelo menos, 10 alunos apresentados a exame.

As escolas foram ordenadas, de forma independente, pelas diferenças percentuais nas classificações de frequência e no exame em cada disciplina, sendo dada uma cor, de verde a preto, em função dessa diferença.

Da análise dos dados, destaca-se:

  • Terá havido qualquer coisa de estranho no exame de português, uma vez que as notas obtidas em exame foram, de forma geral, muito acima das obtidas ao longo do ano, tanto mais estranho quanto é público e notório um cada vez menor domínio da língua portuguesa, até nas simples ortografia e interpretação;
  • Bastantes escolas apresentam resultados muito diferentes em cada uma das disciplinas, o que deverá merecer análise cuidada do seu Conselho Directivo, uma vez que, tratando-se exactamente dos mesmos alunos, algo de estranho se passará com os professores;
  • Muitas escolas apresentaram desvios superiores a 25%, e mesmo a 50%, revelando um enorme facilitismo na atribuição de classificações de frequência

Daí que, a APFN apela ao Ministério da Educação que:

  • Crie exames nacionais a todas as disciplinas no 4º, 6º e 9º anos, e fim daquelas coisas a que se chamam "provas de aferição" que, não afectando, em nada, a classificação final, são pura perda de tempo e dinheiro;
  • Permita que os pais possam escolher livremente as escolas para os seus filhos, de acordo com o critério que a eles pertence, e de que não têm que dar satisfações a ninguém;
  • Investigue o que se passou com o exame de português, designadamente se o exigido foi, de facto, o exigível;
  • Investigue o que se passa nas escolas que, de forma consistente, apresentaram desvios superiores a 25% entre a classificação de frequência e o exame final;
  • Solicite aos Conselhos Directivos das escolas onde houve maior disparidade nos resultados das duas disciplinas investigação para que sejam melhorados os resultados na pior disciplina.

ver estudo comparativo (excel)

4 de Novembro de 2007

 

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