Diário Digital - 18 Out 06
IRS: APFN congratula-se com
fim da discriminação dos casados
A Associação Portuguesa de
Famílias Numerosas ( APFN) congratulou-se hoje com o
fim da «discriminação dos casados» na declaração do
Imposto sobre o Rendimento (IRS) que consta da
proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2007.
«Congratulamo-nos com o fim da discriminação dos
casados relativamente aos solteiros na dedução
específica», afirma a APFN em comunicado.
Contudo, a Associação diz não compreender por que é
que «se mantém a bonificação nos monoparentais uma
vez que já lá vai o tempo dos filhos de pai
incógnito».
«O Estado tem de fazer com que ambos os pais sejam
responsáveis pelo sustento dos filhos, não passando
para todos os contribuintes a falta de sentido de
responsabilidade de um deles», defende.
A APFN sublinha ainda «não compreender por que
motivo continua a haver diferença nas deduções
específicas para ascendentes e descendentes».
«A dedução específica deve ser única para todos os
portugueses, sem qualquer tipo de discriminação»,
considera.
No comunicado, a Associação Portuguesa das Famílias
Numerosas diz-se «surpresa» por o OE «em nada
reflectir a justificada preocupação do
primeiro-ministro pela evolução dramática da
natalidade, fazendo com que pais continuem a ter de
se divorciar para poderem deduzir parte das despesas
com os seus filhos».
Recomenda, por isso, a substituição do coeficiente
conjugal por um «coeficiente familiar», que tenha em
conta o número de filhos.