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Plano + Família
APFN, Mensagem "DIA DOS AVÓS - 26.Julho.2013" publicado a 25/07/2013

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Mensagem

 DIA DOS AVÓS
26.JULHO.2013

 

 

Avós, queridos avós!

Hoje é o vosso DIA e a APFN quer prestar-vos esta pequena homenagem!

Antigamente, depois da 2ª Guerra Mundial, aí pelos anos 50, aqui nas cidades da velha Europa, num tempo também de austeridade, a nossa infância estava recheada de avós de cabelos brancos, velhinhos, roupas escuras e compridas, que passeavam os netos pela mão, ou empurravam carrinhos de bebé…eram elas e eles que recebiam os netos ao regressarem da escola; eram elas e eles que os levavam ao parque, à praia, a passear de eléctrico, ao teatro ou ao cinema, faziam doces com receitas conventuais e bolos com receitas de família que eram de comer e chorar por mais; faziam “milagres” com as suas economias e davam pequenas semanadas ou chocolates (às vezes), a premiar os bons e muito bons na escola; ensinavam a rezar e a fazer o presépio; levavam à catequese; sabiam imensa coisa (da Medicina ao Desporto e à Agricultura e Arte), eram excelentes contadores de histórias e mais tarde, ao chegar a adolescência e os primeiros namoricos e desentendimentos com os pais, eram eles e elas os intermediários experientes, ouvintes e conselheiros ideais, …eram eles e elas quem ensinava a fazer as pazes, quem contava aos netos as histórias e segredos de família, quem ensinava a dançar a valsa, o tango e o cha-cha-cha, ao som do rádio, do gira-discos (ou mesmo da velha “grafonola”) e enfim, eram eles e elas quem dava colo e abrigo em momentos de maior aflição…

E tudo se passava numa velocidade diferente, num clima de natural harmonia, sem pressas, nem grandes sobressaltos, porque em todas as famílias, havia sempre um, dois, ou três, ou quatro, avós e avôs, e muitas vezes, algum deles vivia com os filhos e netos…com eles e elas aprendíamos um dia, mais tarde ou mais cedo, a suportar dores e doenças, e a ver a morte chegar de mansinho, ou de repente, para nos levar aqueles que julgávamos serem nossos para sempre…

Hoje, tudo mudou muito: as famílias reduziram o seu tamanho, são poucas as que têm crianças, e muitas estão desmembradas e divididas; nas casas não há lugar para mais um; os avós vivem noutras casas e vivem mais anos, é verdade, mas quando já não servem para tomar conta dos netos e já não são autónomos porque adoecem, vão na, maioria dos casos, para o lar; ao sábado e domingo, pouco ou nenhum tempo há para os visitar (já ninguém visita os mais velhos…), porque o tempo livre é gasto nos centros comerciais, em telemóveis, computadores, i-pads, i-pods, televisão, ou surf, rugby, ou futebol, e as famílias pouco ou nada comunicam por palavra, olhar, gesto ou convívio. Quando se encontram é frequentemente, a correr, entre dois outros encontros, agendas cheias e com falta de tempo e de ternura para poderem estar juntos. As novas tecnologias e redes sociais ocupam hoje, o espaço da comunicação em família, substituindo-a por amizades virtuais ou conversas superficiais à distância de um click . É como se estivéssemos mais juntos, mais próximos, mas tornamo - nos todos, sem dar conta, mais distantes, mais frios e menos humanos…

Os avôs e as avós de hoje também são diferentes: têm um ar mais bem-parecido, são bem mais novos e modernos, cuidam-se mais e são talvez, mais desenvoltos e activos; fazem ginástica, aprendem coisas novas nas universidades de terceira idade, (até mandarim e como usar as novas tecnologias), e entretêm-se em workshops sem fim, quando se reformam e enquanto não chegam as doenças graves; muitos outros, porém, ainda trabalham, porque se sentem bem e ainda não atingiram a idade da reforma, ou porque têm mesmo de continuar a ganhar a vida e o sustento, pois chegaram de novo, as vacas magras e têm que apoiar filhos e netos…

Mas os avôs e as avós de hoje, são frequentemente chamados a uma nova e mais profunda função, cada vez mais premente: preencher a ausência de pai ou mãe(efectivamente ausentes, ou apenas muito ocupados, ou imaturos), compensar os traumas de infância dos seus netos, marcados pela separação, discórdia, divórcio, ou emigração. São os “novos pais” da retaguarda: recebem em sua casa, sustentam, acarinham, animam, acompanham, dão segurança, estabilidade e preparam para a vida. E nada pedem em troca.

São eles quem lhes pode e deve ensinar a resiliência e o optimismo necessários em tempos de crise, quando o dinheiro falta e é preciso viver com pouco e com menos.

São eles que transmitem fé, sabedoria, força, e carinho, e ensinam os valores mais necessários no mundo de hoje: carácter, trabalho, esforço, honestidade, solidariedade, generosidade, amizade, perseverança e bom uso da liberdade.

Avós, queridos avós, que falta nos fazem e que bom é tê-los ainda por perto!

Um abraço grande e agradecido em nome das famílias da APFN

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Lisboa, 25 de Julho de 2013

Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa

Tel: 217 552 603 - 919 877 902 - 917 219 197
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