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Plano + Família
APFN, Mensagem "Dia dos Avós - 26.Julho.2014" publicado a 26/07/2014

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MENSAGEM

DIA DOS AVÓS

26.JULHO.2014

 

Durante os meus primeiros vinte anos, ainda no século passado, no seio de uma família numerosa onde a minha mãe reinava, na confusão da casa e das crianças (o que por vezes só conseguia porque “o pai está a chegar”), a minha individualidade seriamente ameaçada por ser “um dos” filhos ou irmãos encontrava refúgio, protecção e estímulo em casa dos avós onde, tirando os dias de festa, íamos um de cada vez consoante as idades, horários escolares e preferências ocasionais. Nesses dias eu era “a” neta, boazinha e bonitinha: em criança tinha direito às bonecas todas só para mim, mais crescida ía comprar uma ou duas revistas de banda desenhada, e já adolescente podia ver televisão (dois canais, a preto e branco) depois de jantar. Não havia computadores, ipads, iphones, mas as recordações desses momentos felizes estão gravadas na minha memória, no canal Avós, com uma nitidez tal que consigo revê-las em alta definição.

Durante os vinte e tal anos seguintes foi a minha vez de pôr ordem na confusão da minha (mais pequena) família numerosa, com a diferença das avós dos meus filhos ainda trabalharem... Mas eles já tinham televisão a cores e com 4 canais, e, assim que foi possível, um computador.

Há dez anos que sou avó. Os meus netos convivem diariamente com Smart TV (só comandos são 3, quanto mais os canais...), computadores, ipads, iphones e outras coisas que eu só vagamente sei como se chamam ou para que servem mas, por enquanto, ainda não há um “gadget” que os vá buscar à escola, lhes faça o lanche que preferem, os leve à ginástica, os empurre no baloiço do jardim, fique com o do meio que está com febre, jogue às cartas nos fins de semana no campo ou os aconchegue na cama quando acordam com o silêncio da noite, os leve às procissões na Páscoa ou ao cinema ver a 3ª sequela dum desenho animado de sucesso, os deixe levar o carrinho do supermercado mesmo que demorem o triplo no percurso, ou faça pela milésima vez o puzzle que o mais novo adora... Mesmo que um dia a minha memória deixe de funcionar espero que nas deles permaneça, em alta definição, um canal Avó com as conversas, os jogos, as brincadeiras, as cantigas, as orações e outras recordações desses momentos que vamos gravando diariamente sem dar por isso.

Texto: Maria João Granate

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Lisboa, 26 de Julho de 2014

Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa

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