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Plano + Família
Mensagem, "Dia Internacional da Família 2017" publicado a 15/05/2017

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MENSAGEM

 

DIA DA FAMÍLIA  

 

Falar de Família nos tempos de hoje tornou-se um tanto difícil, polémico e por vezes fraturante.

Contudo, é bom recordar quanto devemos às nossas famílias.

Nascemos porque os nossos pais nos deram a vida, não porque quisémos, e isso é já um presente preciso que nos foi dado e que infelizmente, a tantos é recusado...

Crescemos, pouco a pouco, porque carinhosamente nos alimentaram e amorosamente, cuidaram de nós durante longas noites e dias em que nada sabíamos pedir ou fazer por nós próprios.

Aprendemos a andar e a falar, porque, pacientemente, alguém muito próximo- mãe, pai, avós...- nos deu colo, nos levantou do chão, nos ensinou e estimulou a repetir, treinar e copiar.

Fomos educados e instruídos, primeiro em casa e depois na escola, porque a nossa família nos quis ajudar a sermos independentes, a alargarmos horizontes e a sermos melhores pessoas, descobrindo e desenvolvendo as nossas capacidades e talentos.

Em tudo recebemos primeiro, para mais tarde nos tornarmos capazes de dar, mas antes mesmo de sabermos dar um beijo, verbalizar um simples “obrigado”, ou dar a alguém o que quer que fosse, o primeiro sorriso em bebé era já uma forma simples e simbólica de retribuir, dizendo à mãe e ao pai : “Gosto de ti!” Assim aprendemos a amar, porque fomos amados primeiro.

A esta aventura feita de incontáveis tentativas de receber-e-assimilar, cheias de lágrimas, sorrisos e carinhos, que percorrem a linha do tempo, chamamos “crescimento”. É a aventura da vida, quase sempre acompanhada e protegida pelos que nos amaram desde o primeiro minuto da nossa existência.

Mais tarde, pouco a pouco, depois de tanto recebermos, começamos a dar também aos outros, primeiro na vida familiar e na escola, entre amigos e colegas, mais tarde na vida profissional e numa nova família, que instintivamente, qualquer jovem procura fundar pelo instinto gregário tão natural no mais íntimo de nós. E é exatamente nesta multiplicidade de relações de “receber - dar - e voltar a receber”, que se entrelaçam as emoções, os sentimentos e os gestos de ternura, amizade, solidariedade, trabalho, serviço e convívio em sociedade, desde a infãncia até ao final dos nossos dias. Aqui se inscreve tudo o que somos, tudo o que aprendemos, tudo o que decidimos, tudo o que nos acontece e tudo o que fazemos de bom e de mau a nós mesmos e aos outros em cada dia...

Quando de pequeninos aprendemos a crescer num clima, não de redoma, mas de busca de harmonia e estabilidade, em que os problemas e conflitos inevitáveis se procuram ultrapassar pelo diálogo e amor, humildade e perdão entre marido e mulher, entre pais e filhos, a pessoa cresce mais humana, mais resiliente, mais responsável, menos egocêntrica, mais capaz de gerar felicidade à sua volta, e de ser feliz, mesmo quando as circunstâncias são humanamente adversas.

É verdade que vivemos num tempo vertiginoso em que a organização da vida profissional e social não parece propícia à vida em família e existe uma profunda crise ideológica que afeta a coesão da sociedade e fragiliza os vínculos familiares, com repercussão direta na vida de crianças, jovens e idósos, tantas vezes sujeitos a violência e abandono.

Contudo, verificamos que no mais íntimo dos corações persiste o sonho de viver numa família feliz e quem não a teve sonha realizá-la .

Como diz o Papa Francisco – uma voz corajosa, ouvida e respeitada por crentes e não-crentes – num mundo tão marcado pelo relativismo, pela cultura do efémero e do “descartável”, em que reina a “ globalização da indiferença”, “ (...) a família numerosa é uma escola de solidariedade e de partilha, e destas atitudes beneficia toda a sociedade”( discº à Associação de Famílias Numerosas, Vaticano, 28 dez 2014).

Possam ser as nossas famílias no mundo “sentinelas na madrugada”! (Papa Francisco, Fátima, 13 de maio 2017). Obrigada, querida Família!

 

Feliz Dia da Família!

 

 

APFN, 15 de maio de 2017