Português | English
ELFAC - European Large Families Confederation Junte-se a nós no facebook Envie-nos um email
 
A ASSOCIAÇÃO
ASSOCIAR-SE
FAQ'S
CONTACTOS
LINKS
ÁREA DE SÓCIOS
ÁREA DE EMPRESAS
RECOMENDAR A APFN
BOLETIM
Desejo receber a Newsletter da APFN no meu endereço de email:

European

Large Families

Confederation


 

Plano + Família
APFN, Comunicado, 'Nunca nasceram tão poucas crianças em Portugal' publicado a 18/01/2010

logotipo APFN

Comunicado

Nunca nasceram tão poucas crianças em Portugal

 

Foi hoje revelado que, em 2009, nasceram pouco mais de 100.000 bebés em Portugal (mais precisamente 100.026), novo mínimo absoluto, o que tem acontecido, com uma frequência surpreendente, nos últimos 6 anos. Com efeito, nestes últimos 6 anos, apenas em 2008 isso não aconteceu, embora o número fosse inferior ao obtido em 2006.

Para que o índice sintético de natalidade tivesse o desejado valor de 2,1, seria necessário nascerem mais 60.000 bebés, ou seja, o défice de natalidade em 2009 foi "apenas" de 60%!
 
Como se não bastasse,

  • O INE continua a fazer projecções surrealistas, assumindo que a taxa de natalidade vai aumentar(!);
  • O Governo, nos últimos anos, anunciou pomposamente várias medidas rotuladas como "incentivos à natalidade", prontamente denunciadas pela APFN como totalmente descabidas, como se veio a comprovar;
  • "Especialistas" (a APFN não consegue perceber de quê) continuam a prestar declarações falsas de que isto está em linha com o resto da Europa, uma afirmação sem qualquer fundamento, como qualquer cidadão poderá comprovar por simples consulta ao site da Eurostat - Portugal é dos raros países europeus com taxa decrescente, razão pela qual a taxa está a aumentar na Europa (apesar de Portugal).

Há, ainda, a acrescentar que, conforme estudo revelado em Maio de 2009, a média das mulheres portuguesas em idade fértil deseja ter 3 filhos (http://www.apfn.com.pt/Relatorio_APFN_Numero_de_filhos.pdf)!
 
Isto tudo mostra bem que a baixa taxa de natalidade se deve apenas à desastrosa e suicida "política de família" (?) praticada pelo poder central (Governo e Parlamento), que se têm entretido com "causas fracturantes" na esperança de distrair os portugueses dos verdadeiros problemas que enfrentam no seu dia-a-dia e que compromentem seriamente a sustentabilidade do país.
 
Daí o apelo da APFN ao Governo e Parlamento para, à semelhança do que tem vindo a acontecer num cada vez mais elevado número de autarquias, de todas as "cores partidárias", irem ao encontro do pretendido pela maioria do povo português, o que se faz ouvindo-o, em vez de fazerem de conta que o ouvem uma vez de quatro em quatro anos, por altura das campanhas eleitorais.
 
A APFN apela ainda, de novo, a quem de direito, para ser verificado o que se passa com as projecções de população residente elaboradas pelo INE, sistematicamente erradas!
Se/quando fizerem uma projecção verosímil, fácil será concluir-se da total falta de necessidade das gigantescas obras que se anunciam, simplesmente porque não existirá quem as venha utilizar e, muito menos, pagar.
 
No ano em que a República faz 100 anos, parece que, em vez de se celebrar, dever-se-á aproveitar a oportunidade para se reflectir sobre o negro futuro que se abate sobre nós  e os nossos descendentes (a "morte lenta", conforme qualificação por organismos internacionais) e a forma de o (ainda) evitar.

18 de Janeiro de 2010

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa

Tel: 217 552 603 - 919 877 902 - 917 219 197
Fax: 217 552 604