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Fins-de-semana prolongados
4 dias
em casa com as minhas belas feras. Pânico, temor, o que fazer...?
Afinal
não foi assim tão mau, antes pelo contrário, apesar do cansaço.
É bom,
é de loucos mas foi bom.
Ter
filhos constantemente agarrados aàs nossas pernas, a exigirem a nossa
atenção, a ter que inventar brincadeiras, a organizar almoços, lanches e
jantares.
Deixar
tudo sujo, não nos importarmos senão com o momento ter cuidado com os
acidentes e pouco mais.
Ouvir
mãe mais de 100 vezes, ouvir choros outras tantas, birras sem grandes
consequências é a vida e como diz o poeta e é bonita.
Sorrisos, abraços, beijos a toda a hora, colos pedidos , colos perdidos,
ciúmes, afagos, palavras doces, palavras tontas.
Ser mãe
é ser isto tudo com um sorriso, sem deixar de ser bonita, alegre,
dedicada.
É perder a paciência, levantar a voz, dar uma palmada.
Ser mãe
é ensinar a colorir, a brincar, a lutar, a amar. Ser mãe é ler
histórias, ouvir a mesma música 10 vezes, o mesmo filme outras tantas e
mostrar sempre algo de novo, algo diferente com emoção, com verdade, com
amor.
Ser mãe
é sentirmos orgulho de nós próprias e de quem estamos a ajudar a
crescer, é sentirmo-nos responsáveis pelos gestos, pelos actos, é rirmos
às escondidas de respostas na ponta da língua, fazendo cara séria só
para contrariar.
Ser mãe
é também saber ser filho, é ser pequeno outra vez e compreender,
lembrar, que fomos assim um dia com as mesmas brincadeiras, distrações,
birras, frustrações. É saber descer do pedestal e sermos crianças.
Ser mãe
é ser-se tentado a deixar-se levar pela chantagem que tão bem eles sabem
fazer, é dar miminhos quando o arrependimento vem, sabendo de antemão
que irão fazer o mesmo outra vez, é não ligar, não ouvir quando queremos
parar de ralhar, de dizer não, de dizer basta.
Ser mãe
é estar presente mesmo quando ausente, ser mãe é ser tudo é se ser
completa.
Obrigada meus filhotes por me darem esta graça.
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