17 de Abril de 2000, Agência Ecclesia

A educação acontece na família

Na passada quinta feira, na Escola Superior de Enfermagem S. Vicente de Paulo, em Lisboa, a APFN reuniu-se com alguns especialistas e responsáveis a nível governamental, para falar de “Família e Educação”.

“Fala-se no Ministério da Educação, mas devia era chamar-se Ministério do Ensino, porque a responsabilidade da educação é das famílias. Quando a sociedade torna a vida tão difícil às famílias, é evidente que está a prejudicar a educação dos seus filhos, filhos dessas famílias e filhos da sociedade”. A afirmação é de Fernando Ribeiro e Castro e foi transmitida na última conferência promovida pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), à qual preside actualmente.

Na passada quinta feira, na Escola Superior de Enfermagem S. Vicente de Paulo, em Lisboa, a APFN reuniu-se com alguns especialistas e responsáveis a nível governamental, para falar de “Família e Educação”. Falar de educação é, para a APFN, falar do fim das “constantes reformas educativas”, que dificultam o acompanhamento dos estudos dos filhos; é falar dos fim das “negociatas dos livros escolares” que mudam de ano para a ano impossibilitando que passem de irmão para irmão. É falar da “criação de regimes ‘tempo parcial’ para as crianças nas creches e estabelecimentos de ensino pré-escolares, de modo a não obrigar a que todas as crianças tenham de passar lá o dia inteiro”. Para tudo isto impõe-se um maior apoio do estado.

“Há uma grande campanha, um grande pulo a ter que ser dado nisto, não pode o Governo ficar satisfeito por ter aumentado o subsidio familiar em cinco por cento”, afirma Fernando Ribeiro e Castro, acrescentando mesmo que “o estado português não está a fazer absolutamente nada pelas famílias. Devia esconder, em vez de andar a pagar publicidade nos jornais para divulgar os novos valores das prestações familiares”. Comparativamente com outros países europeus a análise é implacável “o subsidio familiar de um casal na Alemanha que tenha quatro filhos, é igual ao de um casal português com 26 filhos. (...) O que nós temos que fazer é criar condições para que os casais jovens, que queiram, possam ter mais filhos”.

“Defender os legítimos interesses das famílias numerosas”, é o propósito da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN). Nasceu há cerca de um ano pelas mãos de alguns casais amigos que, unidos pelas mesmas preocupações, decidiram formalizar a sua existência e partir para o trabalho, lutando por aquilo que consideram ser “legítimo”.

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