Público OnLine - 01-04-2000 - 01:44:52
Nações Unidas: População europeia tende a envelhecer e a
diminuir
As Nações Unidas estimam que, entre 1995 e 2050, a população
de alguns países europeus vai entrar em declínio, passando a precisar
de mais imigrantes para garantir as necessidades laborais.
Nalguns casos, como a Estónia, Bulgária e Itália, a população
pode decrescer um quarto ou um terço em relação à actual. A média
de idades da população atingirá níveis sem precedentes: em Itália,
passará dos 41 anos em 2000 para os 53 em 2050.
O relatório da DESA (Divisão Populacional do Departamento dos Assuntos
Económicos e Sociais) da ONU analisou oito casos de países com baixa
fertilidade - França, Alemanha, Itália, Japão, República da Coreia,
Federação Russa, Reino Unido e EUA - e duas regiões - a Europa e a
Europa Comunitária (UE).
As conclusões do estudo dizem que, nos próximos 50 anos, as populações
dos países mais desenvolvidos devem diminuir e envelhecer, em resultado
da baixa fertilidade e do aumento da longevidade. Em contraste, a população
norte-americana deve aumentar em um quarto.
Dos países analisados, a Itália é o que deverá apresentar um declínio
populacional mais acentuado, perdendo 28 por cento durante o período
referido.
A população da UE, que em 1995 era maior do que a dos EUA em 105 milhões,
será menor, em 2050, em 18 milhões.
A imigração torna-se necessária, diz o relatório, para prevenir o
declínio populacional nos países e regiões analisados. Na Europa, a
imigração terá de dobrar para fazer face às necessidades laborais. A
Itália vai precisar anualmente de 6500 imigrantes por cada milhão de
habitantes e a Alemanha de seis mil. Os EUA vão requisitar o número
mais baixo, cerca de 1300.
As Nações Unidas salientam ainda os desafios deste declínio e
envelhecimento populacionais: as políticas e programas existentes -
relativos à idade da reforma, aos cuidados de saúde para os idosos, à
participação da força laboral e à imigração internacional -
precisam de ser reavaliados.
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