A APFN saúda o anúncio feito ontem pelo
Governo de um ambicioso e coerente projecto de
combate ao insucesso escolar, numa colaboração
conjunta entre o Ministério da Educação e o Ministério
da Segurança Social e do Trabalho, que inclue
medidas e objectivos concretos a serem
atingidos, com os quais se identifica e
pelos quais tem vindo a reclamar desde a sua criação há
cerca de cinco anos.Em concreto, apoia a
generalização da figura do "tutor do aluno" a todas as
escolas públicas. Esta figura já existe
há imenso tempo na grande maioria das escolas públicas
de gestão privada, com pleno sucesso, pelo que
é de se saudar a sua generalização às escolas
públicas de gestão estatal, onde, pelo
contrário, é raríssimo existir.
Esta é uma das razões, embora não a principal, por
que esta associação se bate pelo direito de os
pais optarem pela escola pública, de gestão privada ou
estatal, onde colocarem os seus filhos.
A APFN não tem quaisquer dúvidas de que a
qualidade do ensino e da educação das crianças e jovens
aumentará radicalmente quando, finalmente, for cumprido
este objectivo, assumido por este Governo no
passado dia 22 de Março como o seu compromisso
número 25(*).
A APFN saúda, ainda, o anúncio do aumento de
10% de vagas por ano no ensino profissional,
medida que, não só reduzirá o abandono escolar por criar
modalidades de ensino mais atractivas, como permitirá
que os jovens possam entrar no mercado de trabalho
mais cedo e melhor qualificados.
A APFN aproveita para solicitar ao Governo
urgência na satisfação do seu compromisso 29(*),
a fim de que os pais deixem de ser vítimas
qualificadas da "indústria educativa",
obrigados a gastar rios de dinheiro com a aquisição de
livros e restante material escolar sem qualquer
proveito para a melhoria da qualidade do ensino dos seus
filhos, como todos os indicadores nacionais e
estrangeiros têm vindo a demonstrar. Uma razão
importante do abandono escolar consiste na legítima fuga
das famílias à exploração de que são vítimas por parte
da "indústria educativa", com plena
cumplicidade do Ministério da Educação.
A APFN reitera o seu apoio às medidas que têm vindo a
ser adoptadas no domínio da Educação, conducentes a um
maior rigor e exigência e fim da cultura de
irresponsabilidade e impunidade, em
total oposição com a prática seguida nas últimas dezenas
de anos, como é a prevista criação de exames
nacionais no 4º, 6º e 9º anos de escolaridade, com
publicitação das classificações obtidas nos exames
nacionais comparadas com as obtidas na chamada "avaliação
contínua".
Só uma cultura de verdade, transparência e
respeito absoluto pela liberdade dos pais em escolherem
o projecto educativo para os seus filhos conduzirá a uma
melhoria da qualidade de ensino e educação das crianças
e jovens.
(*) Referência:
"100 Compromissos para uma Política da Família"