prestam provas, mas noutras são
centenas. Para além disso, no total são 69 exames diferentes, já que
cada disciplina pode comportar diversos tipo de prova, conforme os
diferentes planos curriculares.
Utilizando a base de dados em que se reuniam as mais de 460 mil
provas prestadas na 1ª e 2ª chamada dos exames de 12º ano do ano
lectivo de 2000/2001, que se realizaram nos passados meses de Junho e
Julho, elaborámos uma seriação das escolas em função das médias
obtidas nesses exames pelos alunos internos nas oito disciplinas mais
importantes e concorridas (os critérios que justificaram esta opção
podem ser consultados na abertura do destacável-guia que é
distribuído em conjunto com esta edição do PÚBLICO). A lista que
publicamos nesta página refere-se apenas às 100 escolas com melhores
médias - aquelas que podem servir de exemplo a todas as outras.
Optámos por publicar apenas as cem primeiras escolas deste
"ranking" absoluto porque as diferenças nas médias obtidas a
partir daí eram demasiado estreitas para possibilitar uma seriação
rigorosa. Mas a informação mais importante - a relativa à seriação
das escolas por disciplina, essa publicamos na íntegra no destacável
já referido. Nessas listas, assim como nos quadros síntese que abrem o
destacável, é possível a pais, professores e alunos comparar a
prestação da sua escola disciplina a disciplina e, o que nos parece
crucial, descortinar os seus pontos fortes e pontos fracos.
Neste primeiro ano de publicação de "rankings", quisémos
elaborar este trabalho com o máximo cuidado e seriedade, conscientes de
que os critérios que utilizámos na seriação, se nos pareceram os
melhores, podem não ser os únicos. Daí também só seriarmos as
primeiras cem escolas, seguindo de resto uma sugestão de um anterior
ministro da Educação, Marçal Grilo, em artigo no PÚBLICO:
"Nesta matéria, a minha posição é conhecida, mas quero
expressá-la aqui - publique-se a lista das cem ou 500 escolas que
apresentam os melhores resultados [o ex-ministro referia-se aqui ao
universo das 10 mil escolas do 1º ciclo, e não ao universo das 600
escolas com 12º ano] (...) e procure-se perceber quais são as causas
do bom desempenho dessas escolas. Só assim será possível que todas as
outras beneficiem do efeito de demonstração."
Para que todo o trabalho que hoje publicamos fosse possível, todas
as tabelas elaboradas e também pudéssemos incluir as análises
regionais e por concelho, o PÚBLICO contou com a colaboração preciosa
e empenhada do CESOP da Universidade Católica, nas pessoas do prof.
Mário Lages e de José Cabral.