TSF online - 31 Ago 05

 

Livros escolares com aumentos abaixo da inflação
APEL

O aumento dos livros escolares vai cifrar-se em um por cento, por isso abaixo da inflação, afirma a APEl, que refutou notícias que avançavam aumentos de cinco por cento. A Associação de Famílias diz que mesmo uma subida de um por cento é «escadalosa».

A Associação Portuguesa dos Editores e Livreiros afirmou que o aumento dos livros escolares será inferior à inflação aumentando apenas um por cento e não cinco ou seis por cento avançados no «Correio da Manhã».

Em declarações à TSF, o presidente da APEL prometeu para breve a apresentação de um estudo que deita por terra a versão da Associação de Famílias, que António Baptista Lopes considera não terem a «mínima credibilidade».

«Não assentam em qualquer estudo sério, mas naquilo que em bom português se pode definir pela ciência do olhómetro. Os dados preliminares que temos apontam não num aumento dos manuais escolares, mas sim na diminuição do seu preço tendo em conta a inflação», acrescentou.

António Baptista Lopes recordou que a inflação fixa-se este ano nos 2,1 por cento, ao passo que o preço dos manuais irá aumentar apenas cerca de um por cento.

Apesar destas declarações, a Associação de Portuguesa de Famílias Numerosas considerou que mesmo um aumento de um por cento nos livros escolares anunciado pela APEL é muito.

«Considero que é um escândalo mesmo que aumente apenas um por cento ou mesmo que não aumentem os livros. Não deve ser apenas um grupo de interessados a dar opinião, mas devem ser também as associações de pais a protestar porque não é deste ano, porque os livros são escandalosamente caros», explicou Carlos Aguiar Gomes à TSF.

Segundo as contas do «Correio da Manhã», os pais têm de gastar uma média de 350 euros, o mesmo valor de um salário mínimo, por cada aluno, o que significa um gasto de 490 milhões de euros por parte das famílias portuguesas.

O diário avançava aumentos dos livros escolares entre os cinco e os dez por cento e uma subida de do material escolares devido à passagem do IVA dos 19 para os 21 por cento.

Ainda de acordo com o diário, cada aluno que ingressar no 1º ano de escolaridade poderá custar à voltar dos 150 euros, ao passo que alguns cursos do secundário, nomeadamente os de Ciências e Artes, poderão custar aos país um valor próximos dos mil euros.

 

[anterior]