Livros escolares com aumentos
abaixo da inflação
APEL
O aumento dos livros escolares vai cifrar-se em um por
cento, por isso abaixo da inflação, afirma a APEl, que
refutou notícias que avançavam aumentos de cinco por cento.
A Associação de Famílias diz que mesmo uma subida de um por
cento é «escadalosa».
A Associação Portuguesa dos Editores e Livreiros afirmou que
o aumento dos livros escolares será inferior à inflação
aumentando apenas um por cento e não cinco ou seis por cento
avançados no «Correio da Manhã».
Em declarações à TSF, o presidente da APEL prometeu para
breve a apresentação de um estudo que deita por terra a
versão da Associação de Famílias, que António Baptista Lopes
considera não terem a «mínima credibilidade».
«Não assentam em qualquer estudo sério, mas naquilo que em
bom português se pode definir pela ciência do olhómetro. Os
dados preliminares que temos apontam não num aumento dos
manuais escolares, mas sim na diminuição do seu preço tendo
em conta a inflação», acrescentou.
António Baptista Lopes recordou que a inflação fixa-se este
ano nos 2,1 por cento, ao passo que o preço dos manuais irá
aumentar apenas cerca de um por cento.
Apesar destas declarações, a Associação de Portuguesa de
Famílias Numerosas considerou que mesmo um aumento de um por
cento nos livros escolares anunciado pela APEL é muito.
«Considero que é um escândalo mesmo que aumente apenas um
por cento ou mesmo que não aumentem os livros. Não deve ser
apenas um grupo de interessados a dar opinião, mas devem ser
também as associações de pais a protestar porque não é deste
ano, porque os livros são escandalosamente caros», explicou
Carlos Aguiar Gomes à TSF.
Segundo as contas do «Correio da Manhã», os pais têm de
gastar uma média de 350 euros, o mesmo valor de um salário
mínimo, por cada aluno, o que significa um gasto de 490
milhões de euros por parte das famílias portuguesas.
O diário avançava aumentos dos livros escolares entre os
cinco e os dez por cento e uma subida de do material
escolares devido à passagem do IVA dos 19 para os 21 por
cento.
Ainda de acordo com o diário, cada aluno que ingressar no 1º
ano de escolaridade poderá custar à voltar dos 150 euros, ao
passo que alguns cursos do secundário, nomeadamente os de
Ciências e Artes, poderão custar aos país um valor próximos
dos mil euros.