Diário de Notícias - 5 de Dezembro

"Contas" com resultado pouco positivo

A análise da literacia matemática foi feita de acordo com três tipos de tarefas: mais difíceis (requerem pensamento matemático criativo e intuição), de dificuldade intermédia (requerem que os alunos juntem e processem informação), mais fáceis (exigem apenas uma única etapa de processamento).

Neste domínio, Portugal desce um degrau na escada do conhecimento, ficando em 28.º lugar. Atrás de nós, só a Grécia, Luxemburgo, México e Brasil. A Espanha está em 19.º lugar.

Basta fazer as contas: o valor máximo obtido pelos 25 % de alunos portugueses com pior desempenho é, mesmo assim, inferior ao da média correspondente da área da OCDE. O menor valor que os 25 % de alunos portugueses com melhor desempenho obtêm também é inferior ao da OCDE. Lisboa e Vale do Tejo surge, à semelhança do que acontece relativamente à leitura, como a região que apresenta melhores resultados, mas com uma ressalva pouco lisonjeira: em matemática, o valor médio obtido nesta zona do País é inferior ao da média da OCDE.

Neste domínio, os rapazes "ganham" às raparigas, revelando um melhor desempenho médio no conjunto dos países analisados. Já em 15 dos países, os rapazes têm resultados médios significativamente superiores aos das raparigas, com grande destaque para a França.

O Japão toma a dianteira, seguido por outro Estado asiático: a Coreia (também em segundo lugar na leitura). A Finlândia, primeira em leitura, fica agora em quarto.

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