Jornal da Madeira - 9 de Dezembro

Segundo o presidente da Associação de Famílias Numerosas 
Política familiar em Portugal é desastrosa 

No encontro, entre os vários temas em debate, foi discutida a situação da política familiar em Portugal, que na opinião do presidente da Associação, Fernando Castro, nas últimas dezenas de anos, tem sido desastrosa. 

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas promoveu (APFN), ontem, no Funchal uma conferência sobre a “Família, política familiar e poder local”. Neste encontro, entre os vários temas em debate, foi discutida a situação da política familiar em Portugal, que na opinião do presidente da Associação, Fernando Castro, nas últimas dezenas de anos, tem sido desastrosa. 
Segundo o mesmo, existe uma perseguição ao nível fiscal, porque basta duas pessoas casarem-se para pagar mais impostos, para não falar das deduções por filho. “Um Governo que pratica uma coisa destas não pode dizer que pratica política familiar, é sim contra essa política”, acrescentou o responsável pela Associação. 
O desejo manifesto por Fernando Castro é que a política familiar que foi definida para o País, seja posta em prática a sério. Daí que o presidente da Associação tenha lançado o desafio aos autarcas para apoiarem mais as famílias. A política familiar deve, na sua opnião, ter em atenção os encargos e os rendimentos das famílias. 

Carência de 50 mil nascimentos 
Fernando Castro adiantou também que as famílias numerosas representam cerca de sete por cento (pc) das famílias portuguesas, mas são estas que têm 26 pc das crianças do País. O responsável revelou que a taxa de natalidade em Portugal é de 1,4 pc e a taxa aconselhável para que a população portuguesa não fique envelhecida é de 2,1 pc. Neste sentido, o responsável pela APFN, salientou que Portugal tem carência de 50 mil nascimentos, por ano, sendo necessário criar incentivos às famílias para terem mais um filho, sublinhou Fernando Castro. 

Marília Abreu Dantas

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