Público - 1 de Dezembro

Pais Europeus Preocupados com as Más Influências dos Media 
Por BÁRBARA WONG

Ingleses restringem acesso dos mais novos à Internet

A Associação Europeia dos Pais está preocupada com a influência dos meios de comunicação social na vida dos mais novos. Por isso, no seu último encontro, os representantes de mais de meia centena de associações europeias decidiram elaborar uma carta ética sobre os media. Para os pais, é ponto assente que a responsabilidade maior sobre aquilo que os jovens vêem, na televisão ou na Internet, pertence aos encarregados de educação. 

"Tal como explicamos aos nossos filhos como se atravessa a rua ou por que é que não devem conversar com estranhos, também devemos transmitir-lhes a posição da família relativamente aos media", sustenta Filipe Beirão, da Confederação Nacional das Associações de Pais, que acredita que desse modo será possível evitar que os mais pequenos vejam certo tipo de programas, como os pornográficos, ou que naveguem na Internet sem limitações. 

Em Inglaterra, o acesso à Internet também preocupa os pais e muitos são os que estão a restringir o acesso aos filhos, alerta um relatório da organização Citizens Online e do Instituto para a Investigação das Políticas Públicas. Os pais temem que os miúdos tenham acesso a páginas de pedofilia, a salas de conversação onde dêem a morada de casa e outros "perigos estranhos", revela a BBC "Online". 

Proibir as crianças de usar a Internet vai limitar as suas oportunidades de aprender através da exploração, participação e diversão, aponta a autora do estudo, Sonia Livingstone, que reconhece que alguns dos riscos de que os encarregados de educação falam "são reais". No entanto, a investigadora acalma os pais mais apreensivos, referindo que é raro os miúdos contactarem com estranhos pela Internet - os seus contactos mais frequentes são com colegas da escola. Para muitas crianças, o entusiasmo por aprender a trabalhar com o computador é precisamente o poder comunicar "online". 

Sonia Livingstone sugere que pais e filhos façam pequenas formações - a promover pela comunidade - sobre segurança na Internet. O seu relatório recomenda ainda que o Governo, as escolas e os serviços de Internet devem ajudar os pais e partilhar as responsabilidades sobre o tema. Uma campanha publicitária de sensibilização para o problema seria também uma boa alternativa, defende.


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