Público - 5 de Dezembro

Desempenho dos Alunos Portugueses Aquém dos Investimentos Realizados

De uma maneira geral, os alunos dos países de maiores recursos económicos revelam melhores desempenhos nos testes do PISA. No entanto, há quem com pouco dinheiro consiga capitalizar ao máximo o investimento feito e há quem, tendo em conta a despesa realizada, não obtenha os resultados esperados. É o caso de Portugal, onde as competências demonstradas pelos alunos de 15 anos ficam abaixo do que seria possível, atendendo às verbas investidas pelo país na educação.

Já a Irlanda e a Coreia do Sul são exemplos de grande eficácia, uma vez que, assumindo uma despesa por estudante inferior a Portugal, não só conseguem registar melhores resultados, como atingem desempenhos francamente acima do expectável. E são vários os casos em que países com indicadores económicos com valores próximos acabam por apresentar desempenhos médios (nos três domínios avaliados) muito díspares. Veja-se a situação do Reino Unido e da Alemanha: despendem praticamente o mesmo em educação e, enquanto o primeiro se coloca bem acima da média da OCDE, os alunos alemães revelam um nível de competências abaixo desse valor.

Os autores do estudo concluíram ainda que os investimentos mais volumosos não correspondem, no entanto, aos melhores desempenhos. A Áustria, os Estados Unidos e a Dinamarca são os países que mais gastam com os seus alunos mas não foram eles os que tiveram os melhores resultados nos testes do PISA, ainda que se situem acima ou na média da OCDE.

I.L.

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