Rádio Renascença - 28 de Dezembro

Paulo Pedroso comenta aumento do abono

O Ministro do Trabalho reconhece que os aumentos do abono de família são pouco significativos para as famílias com maiores rendimentos.

"O quarto escalão é o da família muito acima do rendimento médio em Portugal", explica Paulo Pedroso, adiantando que a actualização prevista neste caso se situa "no quadro da inflação ou até ligeiramente acima".

"No entanto, a política seguida desde há três anos, quando foi adoptada a diferenciação positiva nestas prestações, [mostra] que importa ajudar mais quem mais precisa e, em particular, as pessoas que, tendo filhos, vêm de grupos mais desfavorecidos ou da classe média", justifica o Ministro do Trabalho.

Opinião diferente tem Fernando Castro, presidente da Associação de Famílias Numerosas, para quem os aumentos propostos pelo Governo são baixos e penalizam os casais que têm mais de três ou quatro filhos.

"O subsídio familiar tem de aumentar radicalmente - não é em 4% ou 5%, é multiplicar por quatro ou cinco", diz Fernando Castro, que concorda com os escalões, mas defende que eles se definam "em função do rendimento per capita e não por família".

"[A medida do Governo] penaliza fortemente os casais que têm quatro filhos ou mais", conclui o Presidente da Associação de Famílias Numerosas.

Na resposta, Paulo Pedroso admite que "todos gostaríamos de viver num país em que as prestações pudessem ser significativamente mais altas, mas quem as prometesse estaria apenas a prometer o céu hoje para dar o inferno amanhã"

O Ministro considera que "a verdade da nossa situação económica é apenas compatível com este tipo de prestações. Acho que importa ter presente que elas têm vindo a ser significativamente valorizadas ao longo dos anos, mas com total responsabilidade nos aumentos, que visem melhorar as condições de vida das famílias e que sejam sustentáveis".

 

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