O departamento de
assuntos económicos e sociais das Nações Unidas divulgou um
documento em que estima que, em 2300, a população de Portugal vai
ficar reduzida a 8.302.000!Esta estimativa baseia-se no "cenário
médio", na hipótese de a taxa de fertilidade ser de duas crianças
por mulher, podendo alterar-se com a variação desta.
Para além de todos nós estarmos tão preocupados com o que vai
acontecer em 2300 como os sobreviventes do terramoto de 1755 estavam
com a população portuguesa no século XXI, este relatório confirma a
enorme incompetência por parte dos "técnicos" da ONU que recebem o
seu ordenado a fazer estudos sobre a população que são,
permanentemente, hiper-inflacionados, como a realidade tem vindo a
demonstrar.
De facto, onde é que foram inventar um número médio de 2 crianças
por mulher, num país que envelhece a olhos vistos por, desde 1982,
ter um índice sintético de fecundidade inferior a esse valor e que,
nos últimos 10 anos, varia entre 1.4 e 1.5?
Bastava consultarem o site do INE, nomeadamente o último estudo
sobre previsão do envelhecimento populacional, para verificarem que
esse número não vai ser atingido daqui a 300 anos, mas dentro de
menos de 50!
Por outro lado, e baseado nos mesmos erros, estimam para 2010 o
início do saldo natural negativo (maior número de caixões do que de
berços), quando, na realidade, isso se vai dar dentro de 2 a 3 anos.
A APFN recomenda fortemente que a ONU analise a competência dos
técnicos que tem ao seu serviço, porque documentos destes só
contribuem para o crescente descrédito dessa organização, verdadeiro
sorvedouro de inúmeros recursos mundiais, que mais valia estarem ao
serviço do bem-estar da população mundial.