Ecclesia - 21 Jan 03

Elaboração de um Plano Nacional de Apoio à Família
A nova Coordenadora Nacional para a Política de Família, Margarida Neto, deu hoje, dia 21 de Janeiro, a conhecer as suas linhas de acção em relação à família

Luis Filipe Santos

Elaboração de um Plano Nacional de Apoio à Família
“O estudo das razões e das medidas para travar a grave descida da taxa de natalidade” e “uma justiça fiscal eficaz e clara na defesa da família” – serão duas acções a desenvolver pela nova Coordenadora Nacional para a Política de Família, Margarida Neto, que hoje, dia 21 de Janeiro, tomou posse, no Palácio Foz, em Lisboa. A coordenação para os assuntos de família “tudo fará para dignificar e promover a família” por isso irá elaborar “um plano nacional de apoio à família que dê consistência, transversalidade e orientação às acções que se querem desenvolver” – realçou Margarida Neto.
Perante a plateia governativa e alguns convidados, o Primeiro – Ministro Durão Barroso salientou também que com esta tomada de posse “cumpre-se” um dos itens do “Programa do Governo”, que vê na família “a primeira escola de solidariedade e de amor”. É nesta linha de acção que Margarida Neto vê o seu trabalho por isso tem a “convicção de que vale a pena trabalhar na promoção da família”. Uma promoção que passará pelo apoio “à defesa da vida, à protecção da maternidade e de paternidade, à infância”; “o papel insubstituível dos pais na educação dos filhos”; “a ajuda a famílias em situações de dificuldade”; “o aconselhamento familiar e a mediação” e “a promoção da informação relativa a direitos, deveres e ajudas sociais”.
Pontos de trabalho a realizar nos próximos tempos “mas atenta ao mundo em que vivemos, com a preocupação da realidade e do dia a dia, onde tanto da vida se constrói”. Uma realidade “que nos toca por dentro” e que é uma “comunidade natural anterior ao Estado que atravessa a história em contextos sociais, económicos e culturais tão diversos”. E adianta: “a família está na génese da humanidade, na base da construção da sociedade, e na fonte da sua continuidade”.
Apesar de “acreditar na família”, Margarida Neto salientou também alguns aspectos que dificultam a harmonia familiar: “uma sociedade individualista que se organiza em torno do efémero, do consumo e do imediato, em perda de valores, em crise de espiritualidade”. Caminhos que distorcem a célula base da sociedade mas que para a Coordenadora Nacional para a Política de Família justificam “que olhemos para a família como a protagonista essencial da evolução da sociedade”. Por isso recorda as palavras da sua filha: “Mãe... na família ninguém é deixado para trás”.

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