APFN - 16 de Maio
Alta-Autoridade para a Comunicação Social
A APFN-Associação Portuguesa de Famílias Numerosas congratula-se
com a posição tomada hoje pela Alta-Autoridade para a Comunicação
Social (AACS) ao condenar, de forma vigorosa, o conteúdo de um programa
televisivo, bem demonstrativo da total irresponsabilidade que tem
grassado por parte de tão importantes meios de comunicação social,
indo, assim, ao encontro ao que é, por muitos, reclamado, nomeadamente
a APFN.
Deste modo, a AACS mostra que, afinal, sempre existe e, embora tenha
estado manifestamente distraída desde a data da sua formação,
aparenta, finalmente, querer justificar a sua existência.
O facto de existir um crime à frente de um polícia distraído, em
nada serve de desculpa para o criminoso. Quando muito, o polícia
também deverá ser punido pela sua distracção.
Deste modo, a APFN considera que o facto de a AACS não ter
intervindo anteriormente em situações bem mais graves, nessa e noutras
estações, em nada diminui a gravidade do que foi transmitido.
A APFN apela à AACS para que actue, igualmente, e da mesma forma,
contra as outras estações televisivas por transmitirem programas de
manifesta grosseria e mau-gosto, em flagrante oposição contra a lei,
bom gosto e ética a que devem presidir os critérios de programação.
A APFN considera que é tão criminoso quem comete o crime, como quem o
estimula, pelo que também deverão ser responsabilizadas as empresas
que, de qualquer forma, apoiam tal programação.
A APFN apela, de novo, ao sentido de responsabilidade das estações
televisivas para que situações destas terminem de vez. As famílias
têm vindo a ser permanentemente agredidas com uma programação cada
vez mais chocante, inclusivamente em noticiários e na escolha de clipes
promocionais que passam a horas totalmente despropositadas.