Diário de Notícias da Madeira - 12 de Maio

MADEIRA SAD E CS DA MADEIRA 

Nada de novo nos desmentidos 


O comunicado, conjunto, da Madeira SAD e do CS da Madeira, ontem lido por Alfredo Mendonça, nada trouxe de novo em relação ao "caso" que se apelidou "das grávidas". 

Alfredo Mendonça liderou a conferência de imprensa. 

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Nada de novo trouxe a conferência de imprensa convocada, ontem, pelo Club Sports da Madeira «face às notícias postas a circular sobre as condições contratuais das atletas da Madeira Andebol SAD e do Clube Sports da Madeira», dando conta, nessa convocatória, das presenças das direcções «das entidades acima indicadas»bem como as seguintes entidades: «Presidente do Instituto do Desporto da Madeira, Presidente da Associação de Andebol da Madeira, Presidente da Associação de Voleibol da Madeira, Presidente do Académico do Funchal, Presidente do Clube Desportivo Infante D. Henrique, Todas as Atletas de Andebol da Madeira SAD Todas as Atletas de Voleibol do Club Sports da Madeira». 

Entidades que responderam à chamada, conquanto, no que às atletas diz respeito, apenas se registasse a presença de 17, entre voleibol e andebol. 

Alfredo Mendonça, que ali estava – na sala VIP do Estádio dos Barreiros, entenda-se – na qualidade de presidente da Madeira Andebol SAD, mas que também é dirigente do CS da Madeira, foi quem leu o comunicado aos representantes da comunicação social. Foi, então, ouvido o seguinte: 

«As notícias vindas a público, relacionadas com os contratos de atletas e as repercussões delas decorrentes ao nível do bom nome e consideração do Club Sports Madeira, Madeira Andebol SAD e respectivos dirigentes ou administradores, tornam imperativo esclarecer, uma vez mais, o seguinte: 

1. É falso, absolutamente falso, que o C.S. Madeira e a Madeira Andebol, SAD condicionem a contratação de atletas nas modalidades de andebol ou voleibol a qualquer compromisso verbal ou escrito que as obriga a não engravidar. 

2. É falso, absolutamente falso, que numa eventual ou real situação de gravidez as sobreditas atletas estejam obrigadas, verbal ou por escrito, a rescindir os respectivos contratos. 

3. É falso, absolutamente falso, que uma tal rescisão a acontecer obrigue e sujeite as atletas a um pagamento de uma penalização de 2.000.000$00 (dois milhões de escudos) ou de outro valor qualquer. 

4. Nunca até hoje – repete-se – nunca até hoje, de forma verbal ou escrita, foi imposto ou sequer sugerido às atletas do C.S. Madeira ou da Madeira Andebol SAD regime contratual violador de quaisquer princípios ou regras de direito do trabalho ou direito de família. 

5. O C.S. Madeira e a Madeira Andebol SAD disponibilizam-se, desde já, para fornecer todas as informações e documentos necessários à reposição total da verdade dos factos, quaisquer que seja a entidade ou pessoas que os solicitem. 

6. O C.S. Madeira e a Madeira Andebol SAD vão accionar judicialmente todos aqueles que, através da mentira e deturpação vil e torpe, vexaram o passado ético e desportivamente digno de ambas as instituições e respectivos dirigentes. 

7. O C.S. Madeira e a Madeira Andebol SAD agradecem a solidariedade e o apoio publicamente transmitidos pelo Governo Regional, Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, Associação de Voleibol da Madeira e atletas das modalidades de andebol e voleibol». 

Este comunicado foi distribuído em dose dupla: um em papel timbrado do Madeira Andebol SAD e outro do C.S. da Madeira. 

Cabe referir que se seguiu um período de perguntas e respostas, com Alfredo Mendonça a ser um dos principais visados. Para reafirmar os vários pontos referidos no comunicado, a atleta Cilísia também foi chamada à liça, quando todas as jogadoras ficaram à disposição da comunicação social. Aquela andebolista, que (re)confirmou ter rescindido o contrato de livre vontade, por estar grávida, abdicando de seis meses de ordenado, afirmou ter tomado aquela atitude por uma questão de consciência. 

Entre mais alguns pormenores e várias contradições, no essencial ficou dito, pela voz de Alfredo Mendonça, aquilo que o DIÁRIO já publicara, em parte quando da reportagem sobre esta matéria, e na totalidade pelo comunicado que o C.S. da Madeira e a Madeira SAD tornaram público, nestas colunas, dois dias depois. 

D.A. 

dazevedo@dnoticias.pt 
 

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