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APFN - 22 de Maio Debate
público sobre televisão - comunicado da APFN1
- A APFN congratula-se com o debate público que está a realizar-se sobre a
lastimável programação televisiva com que os nossos lares têm vindo a ser
bombardeados minuto a minuto, ao longo do dia, 365 dias por ano, e de
forma crescente, nos últimos anos, com total desrespeito pela lei.
2 - Recorda-se que a APFN tem vindo a chamar insistentemente a atenção
das autoridades para este problema, tendo identificado como principal
causa a recusa do poder executivo em fazer aplicar o estipulado na lei
31-A/98 de 14 de Julho, mais conhecida por "Lei da Televisão", lei esta
que pode ser consultada em
http://www.aacs.pt/legislacao/lei_da_televisao.htm.
3 - Durante este debate público, a APFN tem ficado surpreendida ao ver
individualidades que têm ou tiveram responsabilidades nesta matéria a
quererem discutir o que é "serviço público". Este serviço está há cerca de
quatro anos bem caracterizado no Capítulo IV (artigos 42 a 48) dessa mesma
lei. É bem objectivo que a actual concessionária do serviço público não
está a cumprir o que foi contratado, com a agravante de isso estar a ser
feito à custa dos contribuintes.
4 - A APFN considera como bastante grave a constante violação por todos
os operadores (públicos e privados) do previsto no artigo 21, com total
impunidade, violação esta que considera ser o principal factor responsável
pela degradação da programação. Ao invés de fazer cumprir a lei, a
Alta-Autoridade para a Comunicação Social pôs em causa o Estado
democrático ao procurar promover uma "Auto-regulação", conforme denunciado
na altura pela APFN.
5 - A APFN congratula-se com a vontade política do Governo em actuar no
sentido de inverter a degradante tendência do panorama televisivo
português.
6 - A APFN apela à Assembleia da República, assim como a todas as
entidades públicas que directa, ou indirectamente, são co-responsáveis
pela falta de autoridade do Estado em fazer cumprir as obrigações dos
operadores de televisão, quer através do espaço electro-magnético, quer
por cabo, para que colaborem activamente no sentido de melhorar a eficácia
do poder executivo nesta matéria.
7 - A par da necessidade imperiosa de fazer com que os operadores
privados passem a cumprir a lei, a APFN concorda com a conveniência de um
serviço público conforme estabelecido na mesma lei e de acordo com o
orçamento possível. Como é óbvio, a APFN julga que a forma de o atingir
deve ser da competência do Conselho de Administração, não se pronunciando
sobre o número de canais ou pessoas que serão chamadas para executar essa
função.
8 - A APFN espera que o actual debate público conduza a um melhor
serviço de televisão, público e privado, para bem de todos os espectadores
e, também, dos excelentes profissionais portugueses, que, actualmente, se
vêem obrigados a desempenhar tarefas degradantes.
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